Após denúncias de abusos, 9 postos de gasolina são fiscalizados em Mogi
A Prefeitura de Mogi das Cruzes informou que Procon do município registrou, até o final da tarde desta sexta-feira (11), 24 denúncias de possível conduta abusiva por parte dos fornecedores de combustíveis. Nesta sexta-feira (11), foram fiscalizados nove postos. O aumento de 18,77% nos preços de gasolina e diesel nas refinarias foi programado pela […]
11/03/2022 17h09, Atualizado há 53 meses
A Prefeitura de Mogi das Cruzes informou que Procon do município registrou, até o final da tarde desta sexta-feira (11), 24 denúncias de possível conduta abusiva por parte dos fornecedores de combustíveis. Nesta sexta-feira (11), foram fiscalizados nove postos.
O aumento de 18,77% nos preços de gasolina e diesel nas refinarias foi programado pela Petrobras para acontecer nesta sexta-feira (11). Entretanto, em Mogi das Cruzes, os motoristas notaram a mudança nos valores já desde a noite desta quinta (10).
“O Procon não atua no controle de preços, em respeito ao livre mercado, e sim quando há conduta abusiva por parte dos fornecedores. Contudo, quando o Procon verifica um desvio do padrão de preços, conforme apurado pela Agência Nacional de Petróleo, o posto é notificado para apresentar as últimas notas fiscais para verificação”, disse nota enviada pelo órgão.
Uma orientação dada pelo Procon é a consulta no site da ANP para checar os valores praticados nos postos da cidade, nas semanas anteriores, e procurar aquele que tem evitado os repasses.
Preços
Nesta quinta (10), a Petrobras anunciou que o aumento para as distribuidoras seria de R$ 3,25 para R$ 3,86 por litro, um aumento de 18,8%. Já para o diesel, o valor foi de R$ 3,61 para R$ 4,51 por litro, uma alta de 24,9%.
Em dezembro de 2020, o preço da gasolina para as refinarias era de R$ 1,84 o litro. Ou seja, desde então houve um aumento de 109,8% para o combustível. No diesel, essa alta foi ainda maior, de 123,2%, já que em dezembro o litro era vendido por R$ 2,02.
A alta é consequência direta da escalada na cotação do petróleo no mercado internacional após a invasão da Ucrânia pela Rússia. Apesar do reajuste, ainda há defasagem nos preços de até 11%, segundo importadores e consultorias.