Após dois meses, Alto Tietê chega a 60 casos de monkeypox
Após dois meses da confirmação do primeiro caso, as cidades da região somam até a tarde desta terça-feira (20) ao menos 62 casos de monkeypox, segundo informações disponibilizadas pelas prefeituras. Até o momento, não houve registro de casos graves. O primeiro caso da doença na região do Alto Tietê foi confirmado no dia 17 de julho, […]
20/09/2022 14h47, Atualizado há 47 meses
Após dois meses da confirmação do primeiro caso, as cidades da região somam até a tarde desta terça-feira (20) ao menos 62 casos de monkeypox, segundo informações disponibilizadas pelas prefeituras. Até o momento, não houve registro de casos graves.
O primeiro caso da doença na região do Alto Tietê foi confirmado no dia 17 de julho, referente a um morador de Itaquaquecetuba. Desde então, a cidade seguiu na liderança do ranking regional e hoje concentra a maior parte dos casos, com 20 registros positivos. Todos adultos jovens. A Secretaria de Saúde da cidade contabiliza outros 17 já curados, 60 descartados e 16 em análise que apresentaram sintomas leves.
A monkeypox é uma doença viral rara transmitida pelo contato próximo com uma pessoa infectada.
Em Mogi, o primeiro caso da doença foi confirmado no último dia 22 de julho. A cidade hoje é a segunda da região com maior quantidade de casos.
Desde então, Mogi notificou outras 14 ocorrências positivas. Segundo nota da Prefeitura, a cidade conta ainda com 18 casos aguardando resultado de exames. “Todos os pacientes que positivaram para a doença estavam com situações estáveis e foram orientados pelo isolamento domiciliar até total recuperação”, informou.
Suzano aparece na terceira colocação. Segundo levandamento da Secretaria de Saúde municipal, já são 14 pessoas com resultado positivo para monkeypox, das quais oito se curaram e seis estão se recuperando em domicílio, com quadro clínico bom. Há também seis casos em investigação.
Também existem confirmções nas cidades de Ferraz de Vasconcelos (6), Poá (3), Santa Isabel 1.
Arujá, Biritiba Mirim, Guararema e Salesópolis não responderam os questionamentos da reportagem nesta tarde. Até o último balanço as duas primeiras cidades tinham 1 e 2 casos positivos cada, respectivamente, enquanto Guararema e Salesópolis não tinham diagnósticos confirmados.
Teste
De acordo com informações da Agência Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou hoje (20) o primeiro registro, no Brasil, de teste para diagnóstico de varíola dos macacos. O kit molecular, fabricado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), detecta regiões genômicas dos vírus Orthopox, Monkeypox e Varicella Zoster.
Segundo a Anvisa, o produto baseia-se em tecnologia de PCR em Tempo Real e é indicado para o processamento de amostras clínicas. Para conceder o registro, a agência analisou requisitos técnicos que incluem o desempenho clínico e o gerenciamento de risco, que servem para garantir adequabilidade do teste ao uso proposto.
“A avaliação do pedido de registro pela Anvisa levou 39 dias, incluindo 17 dias utilizados pela empresa solicitante para atender as exigências técnicas feitas pela agência. A avaliação dos testes para monkeypox ocorre em regime de prioridade na agência, conforme decisão da diretoria colegiada”, informou o órgão.
A publicação do registro consta na edição desta terça-feira do Diário Oficial da União. A disponibilidade do produto no mercado, de acordo com a Anvisa, depende da empresa detentora do registro, conforme divulgado pela Agência Brasil.