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Após protesto, dirigente de ensino recebe representantes da Apeoesp e Fórum LGBT

Protesto realizado em frente ao prédio da Diretoria Regional de Ensino (DRE) de Mogi das Cruzes, na tarde desta sexta-feira (11), exigiu “respostas e providências” sobre o caso de agressão a uma adolescente transexual, caso ocorreu na última quarta-feira (9), na Escola Estadual Galdino Pinheiro Franco, em Mogi das Cruzes. Representantes de coletivos da cidade […]

Por O Diário
11/02/2022 19h13, Atualizado há 47 meses

Protesto realizado em frente ao prédio da Diretoria Regional de Ensino (DRE) de Mogi das Cruzes, na tarde desta sexta-feira (11), exigiu “respostas e providências” sobre o caso de agressão a uma adolescente transexual, caso ocorreu na última quarta-feira (9), na Escola Estadual Galdino Pinheiro Franco, em Mogi das Cruzes. Representantes de coletivos da cidade foram recebidos pela dirigente regional de ensino, Estela Vanessa de Menezes, que esclareceu dúvidas sobre assuntos como a abertura de boletins de ocorrência.

Os outros adolescentes envolvidos no caso foram encaminhados ao Conselho Tutelar.

Estiveram na reunião representantes do Fórum Mogiano LGBT, Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Coletivo Itapety, Partido Comunista Brasileiro e Unidade Popular. Também houve a presença da co-vereadora de São Paulo Carolina Iara, que é trans.

“Nós, da Diretoria Regional de Ensino, junto com a direção da escola, estamos acompanhando a aluna e a mãe para garantir todo o apoio possível nas próximas decisões, caso ela queira mudar de escola ou não”, afirmou a dirigente. Estela garantiu para os grupos que a escola respeitará as futuras decisões da aluna sobre sua permanência na escola Galdino e que a adolescente terá o amparo necessário.

Mas, para os participantes, o resultado da reunião não foi tão satisfatório. Os coletivos cobraram providências e também detalhes das medidas que serão adotadas, a fim de entender melhor o ocorrido e o que tem sido feito para garantir a segurança da aluna.

A representante do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar – CONVIVA SP, que esteve na reunião e acompanhou todos os diálogos, ressaltou que os ‘agressores’ também terão acolhimento.

“Minha conclusão é que houve muita politicagem em toda a reunião, mas continuaremos pressionando para que não sofram mais com situação semelhante à que ocorreu”, comentou Alexandra Braga, vice-presidente do Fórum Mogiano LGBT.

Também foi anunciado durante a reunião que está previsto para esta segunda-feira (14) novo diálogo na própria unidade de ensino, que contará com a presença da aluna, da responsável da menor de idade, da direção da escola Galdino Pinheiro Franco e da dirigente regional de ensino, além de representantes da Apeoesp e do Fórum LGBT.

O caso

A agressão ganhou repercussão nacional e internacional. O motivo que teria desencadeado as ondas de agressão à adolescente foi por conta de ela ter sido atingida com uma caneca de plástico da merenda, com água, conforme explicou a dirigente regional de ensino sobre o ocorrido. A partir daí, a aluma teria partido para sua defesa, já saturada com as situação de violência psicológica que enfrenta desde outras escolas.

Vídeos mostram a estudante sendo atingida por golpes físicos proferidos por cerca de dez pessoas no corredor da escola.

Como noticiado por O Diário, o caso foi registrado no 1º Distrito Policial de Mogi das Cruzes na última quinta-feira (10), como ato infracional de lesão corporal, mas investigações foram iniciadas para apurar se houve crime de transfobia.

Com a presença de um advogado, ela também prestou depoimento e se submeteu ao exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) de Mogi, para o qual aguarda o resultado.

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