Após série de 5 furtos, Irmãs Ursulinas lançam “vaquinha” em Mogi
Com apenas uma e duas noites entre um furto e outro, a sede do projeto social Arte, Educação e Cidadania, mantido pela Congregação das Irmas Ursulinas, no Conjunto Santo Ângelo, em Mogi das Cruzes, foi vitima dos ladrões de fios cinco vezes seguidas neste mês. A série de furtos interrompeu o atendimento a cerca de […]
31/05/2022 12h00, Atualizado há 51 meses
Com apenas uma e duas noites entre um furto e outro, a sede do projeto social Arte, Educação e Cidadania, mantido pela Congregação das Irmas Ursulinas, no Conjunto Santo Ângelo, em Mogi das Cruzes, foi vitima dos ladrões de fios cinco vezes seguidas neste mês.
A série de furtos interrompeu o atendimento a cerca de 115 crianças e adolescentes durante três dias na semana passada, e deu origem a uma campanha para arrecadar recursos financeiros que serão destinados a melhorar o sistem de segurança do espaço.
Cortes na cerca e o uso de ferramentas para o furto da fiação em espaços que chegaram a ser concretados são comuns durante a ação de marginais que não poupam o endereço usado para receber estudantes no contraturno da escola de bairros daquela região, como o Oropó, Chácara dos Baianos e o Conjunto Santo Angelo.
Além dos prejuízos financeiros, a interrupção do acolhimento diário é o maior desfalque porque, como afirma a irmã Mariana Viana, as crianças e jovens têm atividades socioeducacionais recomendadas por assistentes sociais dos Cras (Centro de Referência de Assistência Social).
“São crianças que vivem em uma condição de vulnerabilidade, algumas, por exposição à violência”, destaca, ao contar que os furtos seguidos foram alvo de boletins de ocorrência.
Os ataques à sede social são realizados à noite e finais de semana. Como não há câmeras e outros sistemas de segurança, a ideia, a partir dos recursos arrecadados na “vaquinha” solidária, que busca as doações em dinheiro, é reforçar a segurança do prédio.
A irmã conta que já foram solicitados reforços na passagem de guardas municipais na região. “Porém, como somos um projeto social, sentimos que não há o mesmo atendimento que uma escola ou creche possui”, comenta.
Bazares realizados auxiliam na manutenção da alimentação, limpeza e outras despesas com valores acima dos subsídios municipais concedidos por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social.
A irmã afirma que vê os furtos com “tristeza” porque os prejudicados são crianças e adolescentes da própria comunidade. “Sentimos que remamos, remamos, e não saimos do lugar”, compara. A insegurança compromete a manutenção do projeto.
Com a falta de energia, até o religamento, o grupo teve de improvisar para não perder os alimentos que estavam na geladeira.
História
A Congregação das Irmãs Ursulinas possui atualmente 5 religiosas. Até recentemente, o grupo respondia por uma parceria com a Diocese de Mogi das Cruzes na condução da direção pedagógica do Instituto Dona Placidina.
Com o fim da parceria, as religiosas passaram a se dedicar apenas a esse projeto social, já existente no passado.
Os furtos, ali, não são tão frequentes. Mecanismos como a manutenção de uma cerca viva, com plantas que oferecem alguma proteção, não tem sido suficiente. “Não pretendemos fechar com muro por uma questão de segurança também aos assisitdos”.
No passado, a Congregação chegou a contratar vigilância pessoal. mas os custos se tornaram inviáveis.
Até esta terça-feira (31), por volta das 12 horas, a vaquinha solidária já havia arrecado cerca de R$ 325,00 dos R$ 12 mil pretendidos.
Quem quiser auxiliar e acompanhar a campanha o link é: Projetos Sociais /Voluntariado Ajude com a segurança do projeto (clique para acessar)