Após tapa-buraco, recapeamento da Estrada do Pavan depende do Estado
A Prefeitura de Mogi das Cruzes reafirmou que depende do apoio do Governo do Estado o recapeamento da Estrada do Evangelho Pleno , também conhecida como Estrada do Pavan, – que conecta a rodovia Mogi Dutra à Via Perimetral – A via, que é obrigatória para veículos pesados, foi reaberta recentemente, após bloqueio para obras de […]
12/05/2021 16h58, Atualizado há 63 meses
A Prefeitura de Mogi das Cruzes reafirmou que depende do apoio do Governo do Estado o recapeamento da Estrada do Evangelho Pleno , também conhecida como Estrada do Pavan, – que conecta a rodovia Mogi Dutra à Via Perimetral – A via, que é obrigatória para veículos pesados, foi reaberta recentemente, após bloqueio para obras de melhorias, entre 26 de abril e 6 de maio, mas já circulam criticas nas redes sociais. As melhorias na pista são aguardadas há decadas pelos mogianos (leia mais abaixo), mas seguem sem retorno oficial.
Internautas pontuam que o sentimento insegurança no acesso persiste, com as “trepidações da estrada”. Um vídeo que circula nas redes sociais fala que o “recapeamento foi mal feito”, o que não é bem o caso. No período fechado, o caminho recebeu os trabalhos de tapa-buraco, instalação de sinalização vertical e horizontal, implantação de redutor de velocidade, limpeza de canais de drenagem de águas pluviais e roçada de vegetação.Essa foi a programação de serviços que a Prefeitura divulga ter executado.
A reportagem de O Diário esteve no local e encontrou um cenário diferente de antes do fechamento. Os buracos, que já estavam tomando conta da via, foram tapados e o mato estava baixo. O asfalto acaba ficando costurado, entre a massa asfaltica antiga e os remendos feitos recentemente.
“Não foi recapeado, só tamparam os buracos”, comenta um caminhoneiro que passava pelo local. “Senhor prefeito Caio Cunha, eu queria saber, se foi possível, você me indicar quem foi o cara que teve uma brilhante ideia de colocar uma lombada aqui. O caminhão já chega aqui com os freios quentes, como que vai parar o caminhão aqui com carga, se só tem mato, vai parar aqui de que jeito”, comentou. “É preciso fazer um recapeamento na pista inteira, não tem condições de passar com o caminhão aqui, passamos por que não tem jeito”, disse.
Em resposta as criticas sobre o asfalto. a Prefeitura informou que “obras de recapeamento são mais complexas e onerosas, pois implicam na remoção da antiga capa asfáltica e implantação de uma outra completamente nova”. Em nota, acrescenta que para viabilizar os trabalhos, o município precisaria do apoio do Governo do Estado.
Sobre as reclamações referentes à presença de lombadas na estrada, a Secretaria Municipal de Transportes informa que as lombadas implantadas na estrada do Pavan atendem todos os requisitos determinados pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Elas foram implantadas para oferecer maior segurança viária naquela região, a pedido dos próprios moradores, e beneficiam pedestres que circulam pelo local, bem como os motoristas. É importante lembrar que a estrada do Pavan encontra-se devidamente sinalizada, inclusive com as indicações de limite de velocidade, que devem ser obedecidas.
“Em fevereiro deste ano, o prefeito Caio Cunha esteve em São Paulo e pleiteou oficialmente este apoio, junto a representantes do Departamento de Estradas de Rodagem (DER). No dia 27 de abril foi protocolado um novo ofício junto ao DER, solicitando a recuperação funcional da Estrada do Pavan”, informou a Administração para O Diário, dizendo ainda que o município aguarda um posicionamento do Estado com relação ao tema.
Em evidência
A rota voltou a ficar em evidência após a Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) divulgar, dentro do projeto de concessão das rodovias Mogi-Dutra (SP-88) e Mogi-Bertioga (SP-98), a duplicação da estrada do Pavan. O trecho tem diversos problemas que tendem a se acentuar até a chegada do projeto do Governo do Estado, que prevê as melhorias a partir de 2022. A execução desse plano, no entanto, segue indefinido. A ideia inicial era de se lançar a licitação para a concessão em dezembro passado. O Prefeito Caio Cunha, porém, tem se manifestado contrário a instalação do Pedágio, que poderia afetar o desenvolvimento da cidade e região, e até evitando que as obras de contrapartida comecem a ser executadas.
Melhoria é aguardada há décadas
A estrada do Pavan foi aberta como uma alternativa exclusiva para o tráfego de caminhões após uma série de acidentes ocorridos no início da Ponte Grande, com o registro de vítimas fatais, nos anos 1990. Veículos pesados perdiam o freio na descida da rodovia Mogi-Dutra e paravam quando encontravam paredes e muros de casas e até da Paróquia Santa Cruz, na rua Cabo Diogo Oliver.
Os acidentes provocaram a reação de moradores, que fecharam a entrada da cidade por diversas vezes com a colocação de pneus e fogo, como uma consulta aos arquivos de O Diário revelam.
À época, o prefeito Waldemar Costa Filho [1921-2001] determinou a proibição da descida dos caminhões por ali, com exceção dos que se destinam a uma empresa de transportes localizada nesse trecho. Os demais devem obrigatoriamente usar a Estrada do Pavan, que tem o piso irregular, na maior parte do tempo.
Desde a abertura, o caminho se mostrou inseguro, com o aparecimento de buracos e depressões, e a falta de um sistema de drenagem eficiente para garantir a sobrevida do asfalto trocado pela Prefeitura para manter o piso.