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Argêu Batalha contava a história do prefeito que não sabia escrever ‘sessenta’

Mogi já teve seus prefeitos um tanto, digamos, pouco letrados.  Como comprova uma história contada a esta coluna por Argêu Batalha, que assessorou mais de uma dezena deles, durante sua impecável carreira na Prefeitura local.  Sempre discreto, ele contava o milagre, mas nunca o santo. Uma tarde – lembrou ele-, o prefeito retirou um talão de […]

20 de março de 2022

Reportagem de: O Diário

Mogi já teve seus prefeitos um tanto, digamos, pouco letrados. 

Como comprova uma história contada a esta coluna por Argêu Batalha, que assessorou mais de uma dezena deles, durante sua impecável carreira na Prefeitura local. 

Sempre discreto, ele contava o milagre, mas nunca o santo.

Uma tarde – lembrou ele-, o prefeito retirou um talão de cheques da gaveta, chamou a sua sempre eficiente secretária e ordenou, eloquente: “Preencha, por favor, um cheque de 60 mil cruzeiros”. 

A moça titubeou, mas logo em seguida indagou: “Prefeito, 60 se escreve com “s” ou com “c”? 

A autoridade, pega de surpresa e embasbacada, demorou algum tempo, mas não perdeu a pose e escapou, usando a matemática: 
“Pensando bem, é melhor a senhora preencher dois, de 30 mil cruzeiros cada um”.

Lições de política com Tancredo e Getúlio

Em campanha eleitoral pelo interior de Minas, a velha raposa Tancredo Neves foi indagado por um eleitor para qual time de futebol ele torcia.  Sentindo a verdadeira casca de banana bem à sua frente, Tancredo, mineiramente, respondeu: “Torço pelo Atlético Mineiro, embora tenha grande simpatia pelo Cruzeiro, pelo América e pelos demais  times da Capital, assim como por todos do interior de nossa querida Minas Gerais”.

Certa  vez, um jovem repórter interpelou o ex-presidente Getúlio Vargas, logo na entrada do Palácio do Catete, a sede do poder Executivo localizada, à época, no Rio de Janeiro: “Presidente, para vencer na política, o que é realmente necessário?”. 

E Getúlio, dando uma baforada em seu inseparável charuto, respondeu:

“Muita coisa. Por exemplo, boa memória. A política é como água no feijão. O que não presta, flutua. O que é bom repousa no fundo”.

Tiradas de Dilma Rousseff

Discursando na abertura dos Jogos  Mundiais dos Povos Indígenas, em 2015, a presidente Dilma Rousseff, conhecida por suas gafes homéricas, desviou o assunto para produtos nativos usados na alimentação. 

E disse: 

“Hoje eu tô saudando a mandioca, uma das maiores conquistas do Brasil”. 

A plateia aplaudiu e ela continuou: 

“É de se orgulhar ter no DNA do nosso País essa relação com a natureza”. 

No mesmo evento, trazendo nas mãos uma bola, que ganhara de presente, Dilma ensaiou um tratado sociológico:

“Para mim, essa bola é o símbolo da nossa evolução. Quando nós criamos uma bola dessas, nos transformamos em homo sapiens ou mulheres sapiens”, concluiu, sob risos da plateia. 

 

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