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Artistas e sociedade civil debatem o orçamento da Cultura e a DesVirada em Mogi

Uma assembleia será realizada por artistas e moradores de Mogi das Cruzes integrantes da Frente Popular de Cultura nesta quarta-feira no Coletivo do Morro, às 19h. Um dos principais focos dessa mobilização que teve início em janeiro – logo após o segundo corte nas verbas do orçamento municipal para a Cultura, lideranças têm desenvolvido uma […]

10 de maio de 2023

Reportagem de: O Diário

Uma assembleia será realizada por artistas e moradores de Mogi das Cruzes integrantes da Frente Popular de Cultura nesta quarta-feira no Coletivo do Morro, às 19h. Um dos principais focos dessa mobilização que teve início em janeiro – logo após o segundo corte nas verbas do orçamento municipal para a Cultura, lideranças têm desenvolvido uma agenda que visa ampliar as políticas públicas do setor, além de conhecer melhor a distribuição dos recursos existentes.

Uma das pautas do encontro será a realização da II DesVIRADA Cultural, além de um bloco de ações que busca sensibilizar o poder público sobre um desmonte percebido a partir da perda de fôlego da da própria peça orçamentária dos três últimos anos. Representantes já têm se reunido com vereadores e gestores da Prefeitura de Mogi.

Como pauta única do encontro está a discussão das prioridades do movimento sobre o aumento do Orçamento da Cultura que decaiu de R$ 11,8 milhões em 2021 para R$ 9,3 milhões em 2022 e agora está em R$ 7,8 milhões em 2023.

O encontro buscará agenda a ser realizada com objetivo de influir no  aumento concreto da fatia do Orçamento para a Cultura e de políticas de fomento. Também debate as prioridade do movimento, a proposta para a DesVIRADA e a maneira como serão dados os encaminhamentos para levar esse escopo de interesses do setor ao poder público municipal.

No ano passado, quando o orçamento reduziu, lembra-se Carla Pozo, integrante do Conselho Municipal de Cultura e avó do Pedro, como ela costuma se apresentar para horizontalizar a luta por mais acesso à cultura – um direito constitucional, artistas e representantes da sociedade civil foram informados que a peça já estava pronta e que não haveria mais como alterá-la.

Desde janeiro, a Frente Popular iniciou uma via-crucis por gabinetes e a Secretaria de Cultura em busca de informações para uma mobilização que pretende atingir o objetivo inicial – ampliar o orçamento e descentralizar projetos de modo a atender mais artistas da cidade e o público.

Carla lembra que, neste ano, por dificuldades na execução de projetos propostos no Profac do ano passado, os recursos serão um pouco mais expressivos – R$ 1 milhão. O valor, no entanto, lembra a avó do Pedro, chegará a uma parte dos cerca de 5,4 mil artistas que a cidade possui num setor que, sabe-se, tem potencial para promover a qualidade de vida e a própria base econômica do município.

Com a mudança no comando da Secretaria Municipal de Cultural, artistas observam ações que já movimentam o setor como a concentração dos setores de pasta em um mesmo endereço – no prédio conhecido por abrigar o Crescer, na rua Professor Flaviano de Melo, no Centro.

Apesar da qualidade técnica demonstrada pelos gestores, no entanto, a categoria teme que o idealismo e profissionalismo da equipe não aplaquem a insensibilidade administrativa demonstrada até aqui. “Há um olhar técnico impecável sobre a cultura e um diálogo maior, porém, só isso, não altera um quadro já conhecido”, comenta Carla.

A assembleia acontecerá na rua Capitão Paulino Freire, 381, Centro.

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