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As “ilegalidades” de Waldemar Costa Filho

Waldemar Costa Filho, quatro vezes eleito prefeito de Mogi das Cruzes administrava sem muito se preocupar com questões legais.  E se assim não fosse, como ele teria construído a rodovia Mogi das Cruzes-Bertioga?  No início da década de 80 já existia a legislação que proibia o administrador de investir dinheiro da Prefeitura em um outro […]

30 de julho de 2021

Reportagem de: O Diário

Waldemar Costa Filho, quatro vezes eleito prefeito de Mogi das Cruzes administrava sem muito se preocupar com questões legais. 
E se assim não fosse, como ele teria construído a rodovia Mogi das Cruzes-Bertioga? 
No início da década de 80 já existia a legislação que proibia o administrador de investir dinheiro da Prefeitura em um outro município. 
Pois para abrir a nova estrada, Waldemar começou fazendo obras em terras mogianas, passou com a rodovia por um longo trecho do município de Biritiba Mirim  que adentra a parte superior da Serra do Mar, até chegar aos derradeiros quilômetros da via, já localizados em território de Bertioga, à época um simples distrito da poderosa cidade de Santos. 
Prefeitos, Ministério Público, Ibama, governo estadual, fizeram vistas grossas à ilegalidade crassa e a ligação de Mogi com as praias, antigo sonho mogiano, acabou sendo concretizada.
 

Qualquer semelhança…
A proposta do vereador Marcos Furlan (DEM) de dar o nome do prefeito Waldemar Costa Filho ao atual prédio da Prefeitura, remete a uma história envolvendo a construção do imóvel durante o segundo governo do virtual homenageado, iniciado em 1983. 
Administrando com mão de ferro os poucos recursos da época, Waldemar não se dispôs a gastar dinheiro pagando a um arquiteto ou engenheiro para projetar o futuro prédio. 
Simplesmente foi até o amigo e reitor da Universidade de Mogi das Cruzes, Manoel Bezerra de Melo, e pediu emprestado o projeto do prédio da UMC. 
Contratou uma construtora, entregou a planta do imóvel vizinho e mandou executar. 
O CREA ficou sabendo e chiou barbaridades, houve recurso daqui e de lá, e enquanto isso, a nova Prefeitura ficou pronta. 
Qualquer semelhança com os prédios do câmpus de Mogi da UMC não é, portanto, mera coincidência. 
Um único projeto serviu para os dois imóveis.

Já para o cemitério!
Os prefeitos de antigamente tinham uma maneira muito peculiar de desgastar a imagem daqueles que os contrariavam na Prefeitura, onde reinavam soberanos:  transferiam o abusado para cuidar do cemitério mais distante do centro. 
Waldemar costumava mandar quem o contrariava  para  administrar o Cemitério de Braz Cubas, não importava quem fosse. 
Já em Salesópolis, o prefeito da época transferiu para cuidar do único cemitério da cidade, um insolente funcionário que insistia em ingressar na política, justamente contra ele. 
Francisco Rodrigues Correia, o “Quico”, cumpriu à risca a determinação. 
O prefeito só não imaginava o quanto o cemitério da cidade era frequentado. 
 “Quico” sem ter muito o que fazer, pedia votos aos visitantes.                                                    E, nas eleições seguintes, se elegeu prefeito daquela cidade.

 

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