Assessor de Juscelino encena telefonema para prometer emprego a correligionário
Esta quem conta é o jornalista mineiro Carmo Chagas, que dirigiu algumas das principais redações da imprensa paulista. Um correligionário procura José Maria de Alkimin, na Secretaria das Finanças: “Vim saber do emprego que o senhor me prometeu”. Na hora, o secretário pega o telefone, disca, espera meio minuto e começa a falar: “Chefe, lembra […]
16/09/2022 15h54, Atualizado há 47 meses
Esta quem conta é o jornalista mineiro Carmo Chagas, que dirigiu algumas das principais redações da imprensa paulista.
Um correligionário procura José Maria de Alkimin, na Secretaria das Finanças:
“Vim saber do emprego que o senhor me prometeu”.
Na hora, o secretário pega o telefone, disca, espera meio minuto e começa a falar:
“Chefe, lembra daquele emprego que você me prometeu? Para o nosso correligionário? Você esqueceu, Juscelino? Mas vai dar um jeito, não é? Posso ficar tranquilo? Então está ótimo, está certo. Um abraço”.
Desliga e diz para o correligionário:
“Está nas mãos do governador. Daqui por diante, entenda-se direto com a assessoria dele”.
O correligionário sai feliz, sem perceber que o fio do telefone não estava ligado a nenhuma tomada.
(Atribui-se a mesma história também a Benedito Valadares, com telefonemas fantasmas a Getúlio Vargas).
A loção da discórdia
Os dois coronéis, adversários políticos e inimigos, se encontraram na única barbearia da cidade e foram atendidos pelos dois barbeiros, que sabiam das diferenças entre ambos.
Durante todo o tempo em que faziam a barba, Coriolano e Bartiro ficaram em silêncio.
Os barbeiros também, achando que tudo pudesse virar confusão.
Os coronéis tinham pavios curtos. Terminaram as barbas quase ao mesmo tempo.
O barbeiro que atendeu Coriolano pegou a loção pós-barba mas foi interrompido por ele:
“Não, nada de perfume. Senão a minha patroa vai sentir o cheiro e pensar que eu estive no bordel!”
O outro virou-se para Bartiro e ofereceu loção, ao que ele respondeu:
“Uai, pó passá! Minha muié num sabe cumo é que é cheiro de bordé, não. Ela nunca trabaiô lá….”
A barbearia, dizem, até hoje está fechada para reforma.
Promessas de campanha
Pioneiro na criação de uma instituição de ensino superior numa época em que elas ainda eram escassas em todo o País, o político Manoel Bezerra de Melo, fundador da primeira universidade de Mogi, tinha uma carta na manga para pedir votos, em suas campanhas para deputado federal.
Costumava prometer ao menos uma faculdade para cidades que lhe garantissem apoio.
Com Cruzeiro, no Vale do Paraíba, não foi diferente.
Lá, Padre Melo chegou a colocar placa em um terreno que teria sido adquirido por ele, anunciando as futuras instalações da faculdade que a cidade, finalmente, iria ganhar.
A qual, por sinal, vale lembrar, até hoje ainda não chegou por lá…