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Auxilio federal chega à casa de 39 mil famílias em Mogi

Os números fechados ainda serão divulgados. Mas, em agosto, cerca de 39 mil famílias e trabalhadores, como caminhoneiros, receberam auxílio financeiro nos valores de R$ 600 e R$ 1 mil em Mogi das Cruzes.  O cruzamento dos dados acompanhados pela Secretaria Municipal de Assistência Social não permite cravar, com exatidão, quantos benefícios estão sendo pagos […]

Por O Diário
14/08/2022 13h15, Atualizado há 48 meses

Os números fechados ainda serão divulgados. Mas, em agosto, cerca de 39 mil famílias e trabalhadores, como caminhoneiros, receberam auxílio financeiro nos valores de R$ 600 e R$ 1 mil em Mogi das Cruzes. 

O cruzamento dos dados acompanhados pela Secretaria Municipal de Assistência Social não permite cravar, com exatidão, quantos benefícios estão sendo pagos porque os dados do governo federal são atualizados trimestralmente.

De concreto, a pasta incluiu 4.355 mogianos no Cadastro Único (CadÚnico), que passa por um recadastramento, e sabe que 35.888 famílias receberam o Auxílio Brasil neste mês.

 Nestes dias, duas outras categorias, a dos taxistas e dos caminhoneiros, estão recebendo as duas primeiras das 6 parcelas de até R$ 1 mil, liberadas pelo governo federal (veja matéria  nesta página).

Além das 35,8 mil famílias assistidas, cerca de 230 taxistas e dois mil transportadores de carga na ativa também receberão o recurso.

CadÚnico

Em maio, Mogi das Cruzes possuía 57.067 pessoas no CadÚnico, que ordena a distribuição do Auxílio Brasil e outros repasses governamentais. Naquele momento, 3.477 famílias dentro dos critérios exigidos, não tiveram acesso ao Auxílio Brasil. É impossível dizer, portanto, quantos mogianos ainda estão na fila de espera.

Um outro dado que chama atenção é o número de novas pessoas que solicitaram a inclusão no CadÚnico, apenas em agosto: 4,3 mil. Nos últimos 30 dias, foram 6,9 mil. Essas pessoas estão sendo recadastradas porque vivem na linha da pobreza ou miséria na cidade.
Até outubro, o recadastramento acontecerá nas unidades do CRAS (Centro de Referência de Assistência Social). A orientação deve ser chegar, sobretudo às pessoas que em algum momento já foram atendidas por projetos, como o antigo Bolsa Família e, por algum motivo, foram excluídos desse colchão ou não atualizaram os dados como o endereço.

É somente por meio do CadÚnico que as bolsas chegam aos cidadãos que necessitam de ajuda financeira.

Pressão

Resultado da pandemia e da inflação, o Brasil voltou a registrar índices recordes de desigualdade social, mensurados por situações como a falta de comida à mesa e o aumento dos débitos mensais como a conta de luz e água – um em cada 4 brasileiros não estão conseguindo pagar esses dois itens básicos para a manutenção de uma casa.

Para se ter uma ideia do tamanho dessa demanda, segundo a Prefeitura, nos últimos 30 anos, 230 pessoas por dia por procurar os serviços como CRAS para se inscrever no CadÚnico. Ou seja, esse cadastro recebeu novos 6,9 mil nomes de mogianos que passaram a enfrentar mais dificuldades para se alimentar e manter a família.

Efeito cascata

O aumento do valor do Auxílio Brasil, de R$ 400 para R$ 600, e a liberação da ajuda para taxistas e caminhoneiros, vão impactar a economia e elevar a circulação do dinheiro, sobretudo em setores como o de alimentos.

Caminhoneiros já recebem

Informações do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga (SindiTAC) de Mogi das Cruzes, que mantém um posto da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), responsável pelo cadastro que oficializa os profissionais que possuem o cadastro ativo do Ministério da Infraestrutura, indicam que cerca de 7 mil caminhoneiros, sendo 2 mil deles do município, começaram a receber as duas parcelas de R$ 1 mil do auxílio criado para atender essa categoria. A crise sanitária teve impacto no enxugamento da representatividade do segmento. Cerca de metade da categoria no município migrou para outros setores, de acordo com o sindicalista Eduardo Galvão.
Para ele, o benefício pago pelo governo às vésperas da eleição para presidente, “soa eleitoreiro”, mas ele adverte que a categoria está dividida entre os candidatos a presidente. “O benefício veio em um momento oportuno porque esse dinheiro poderá ajudar muita gente a comprar itens, como pneus, e voltar à atividade, agora que o transporte rodoviário está voltando. Mas, isso, não vai dar voto. Noto que a categoria está muito dividida atualmente porque esperava a redução do preço do diesel e a revisão da tabela de frete”.

Táxis

A partir do próximo dia 16, os taxistas começam a receber um benefício criado para atender a categoria, com um valor que poderá chegar a R$ 1 mil. Em Mogi, 238 trabalhadores do setor estavam com a documentação exigida para ser atendida, segundo o Sindicato dos Taxistas da cidade. 

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