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Bancos de Mogi são denunciados por aglomeração

A maioria dos bancos de Mogi das Cruzes não está seguindo os protocolos e normas sanitárias exigidas pela legislação para prevenir a disseminação da Covifd-19 na cidade. A denúncia foi feita pelo vereador Clodoaldo de Moraes (PL), após uma vistoria realizada nesta semana em diversas agências da área central. Ele informou o setor de fiscalização […]

Por O Diário
15/04/2021 19h10, Atualizado há 64 meses

A maioria dos bancos de Mogi das Cruzes não está seguindo os protocolos e normas sanitárias exigidas pela legislação para prevenir a disseminação da Covifd-19 na cidade. A denúncia foi feita pelo vereador Clodoaldo de Moraes (PL), após uma vistoria realizada nesta semana em diversas agências da área central. Ele informou o setor de fiscalização e cobra providências por parte da Prefeitura.

O vereador, autor da lei municipal aprovada em 2020, que obriga o cumprimento das medidas por parte dos bancos, alega que “as agências estão descumprindo” as regras de distanciamento. Ele afirma ter flagrado filas e aglomerações, e a falta de aferição da temperatura e do álcool em gel, que deve ser disponibilizado aos clientes.

Clodoaldo, que já foi sindicalista, explica que foi alertado sobre o problema por clientes e funcionários das agências, preocupados com os riscos de serem infectados pelos vírus nos estabelecimentos, por onde passa diariamente um grande número de pessoas.

Assim que recebeu as reclamações, Moraes conta que fez questão de ir pessoalmente a todas as unidades instalados na Avenida Voluntário Fernando Pinheiro Franco, conhecida como “Avenida dos Bancos”, para conferir a situação, e constatou problema em quase todos os locais por onde passou

Sem citar nomes, ela afirma que “apenas dois bancos estão cumprindo a lei que obriga o uso dessas ferramentas para conter a disseminação. Os demais estão sem controle da situação. Isso representa perigo para a saúde dos clientes, muitos deles aposentados, além dos funcionários, que não se sentem seguros para trabalhar”. Mogi tem 100 agências e mais de 500 bancários

Além de ter informado a fiscalização da Prefeitura sobre o descumprimento das regras, o parlamentar disse que vai formalizar a denúncia na Câmara e encaminhar um documento ao prefeito Caio Cunha (PODE), solicitando que sejam tomadas as providências.

Na avaliação dele, “é revoltante ver que toda a sociedade, os órgãos públicos, igrejas e os mais diversos setores da economia estão se sacrificando para ajudar a combater o vírus, enquanto os bancos, que foram os que mais lucraram nos últimos tempos, sequer seguem as regras para garantir a segurança nas agências”, critica.

A lei municipal em questão é de número 86 de 2020, que prevê o pagamento de uma multa de 500 Unidades Fiscais do Município (UFM), o representa um valor total de R$ 93.755,00, considerando que o valor de cada unidade está fixado em R$ 187,51.  

A reportagem de O Diário encaminhou a demanda e aguarda um posicionamento da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) sobre essa questão.  

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