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Bertaiolli quer Cusatis prefeito. E como ficam Marcus Melo e Caio?

Repercutiu intensamente nos meios políticos locais a entrevista gravada em vídeo com o deputado federal Marco Bertaiolli (PSD) e mostrada por este jornal, neste final de semana, onde ele admite que apoiaria e, mais que isso, votaria, numa chapa formada pelo seu ex-secretário de Saúde, Teo Cusatis, para prefeito de Mogi, tendo como vice Mara […]

3 de maio de 2023

Reportagem de: O Diário

Repercutiu intensamente nos meios políticos locais a entrevista gravada em vídeo com o deputado federal Marco Bertaiolli (PSD) e mostrada por este jornal, neste final de semana, onde ele admite que apoiaria e, mais que isso, votaria, numa chapa formada pelo seu ex-secretário de Saúde, Teo Cusatis, para prefeito de Mogi, tendo como vice Mara Bertaiolli, sua mulher.

O comentário do deputado federal foi interpretado como um sinal claro de que Cusatis é seu nome favorito para disputar as próximas eleições na cidade.

Outro sinal claro dessa preferência foi dado também no último final semana, quando Bertaiolli esteve reunido com o secretário de Estado da Saúde, Eleuses Paiva, para discutir a questão envolvendo o futuro do Pronto-Socorro do Hospital Luzia de Pinho Melo.

E quem ele convidou para o encontro? Exatamente Téo Cusatis, sob o pretexto de ele ser profundo conhecedor da saúde de Mogi das Cruzes e região, o que teria facilitado, e muito, o diálogo com o médico e deputado, que atualmente comanda o setor no governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Mas não há como negar a estratégia para a exposição pública de seu ex-secretário.

A ideia de Bertaiolli de transformar Cusatis em prefeito de Mogi não é nova.

Ele foi o primeiro escolhido para suceder Bertaiolli, após seus dois mandatos à frente do Executivo mogiano, em 2016.

Surpreendido por um convite feito de última hora, Cusatis preferiu não arriscar, já que não havia preparado terreno, inclusive junto à própria família, e muito menos se preparado para uma candidatura.

Marcus Melo acabou sendo a outra opção e venceu facilmente o pleito, com o apoio explícito do prefeito em final de mandato.

A festa da vitória foi seguida de um período de lua de mel que durou menos de um ano.

Ao final do período, Melo e Bertaiolli já não se entendiam como antes. 

Um achava que precisava ter maior participação no governo, enquanto o outro se mostrava incomodado com um suposto excesso de interferência do antigo aliado em sua administração.

O distanciamento se tornou inevitável, mas ganhou contornos ainda mais acentuados, quando as duas esposas também passaram a ter divergências entre elas. Pode se dizer que aí o caldo entornou de vez.

A ponto de uma possível reaproximação entre Bertaiolli e Melo ter de passar anterior e obrigatoriamente por um armistício entre Mara e Karin. Sem isso, tudo fica mais difícil. Impossível mesmo.

Pelo visto, para evitar nova negativa, Téo Cusatis pode estar sendo preparado com a devida antecedência, para que não venha a alegar surpresa na hora da decisão.

Cusatis, que chegou a trabalhar com Marcus Melo na Prefeitura, também é muito próximo do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, o que pode facilitar os entendimentos dentro do grupo político liderado por ele e Bertaiolli.

Mas como fica Marcus Melo, candidato a voltar para o cargo desde que perdeu a eleição passada para o atual prefeito Caio Cunha (PODE), e que estaria de malas prontas para trocar o comando do PSDB local por uma vaga no PL para ser candidato?

Bem posicionado nas consultas prévias já realizadas, Melo mostra que tem potencial.

Tanto que, no último final de semana, já circulavam entre seus aliados políticos, rumores sobre uma possível chapa encabeçada por Melo e com Cusatis de vice.

Algo que, certamente, pode não ter agradado a Bertaiolli, que já revelou qual é sua composição favorita, na entrevista a este jornal.

O certo é que a um ano e cinco meses das próximas eleições, a temperatura política da cidade já está nas alturas e deve se elevar ainda mais com a entrada em cena para valer do prefeito Caio Cunha, que pode surpreender, até mesmo anunciando uma possível composição com Marcus Melo, algo que já chegou a ser comentado em alguns círculos mais restritos de Mogi, sem qualquer confirmação de ambos os lados.

Enfim, com 17 meses pela frente, haverá tempo de sobra para muita água rolar sob a ponte da sucessão municipal.

Mas há algo que já se esboça e que não comporta dúvidas: a próxima eleição pode ser uma das mais disputadas dos últimos tempos em Mogi das Cruzes.

Afinal, correndo por fora estão o PT e outros partidos de esquerda que, juntos pela primeira vez, esperam mostrar força suficiente para vencer o pleito, com o apoio do grupo atualmente no poder central.

Mais do que nunca, valerá esperar para conferir os rumos da disputa, cada vez mais comentada em toda a cidade.

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