Bolsonaristas protestam em frente ao Tiro de Guerra, em Mogi
Na manhã desta quarta-feira (2), bolsonaristas se reúnem em frente ao Tiro de Guerra de Mogi das Cruzes para protestar, protagonizando um ato antidemocrático. Eles pedem “intervenção militar e federal”. A reportagem de O Diário está no local e registra a movimentação. Há pessoas no meio da rua, e com isso, o trânsito está praticamente […]
02/11/2022 09h06, Atualizado há 45 meses
Na manhã desta quarta-feira (2), bolsonaristas se reúnem em frente ao Tiro de Guerra de Mogi das Cruzes para protestar, protagonizando um ato antidemocrático. Eles pedem “intervenção militar e federal”. A reportagem de O Diário está no local e registra a movimentação. Há pessoas no meio da rua, e com isso, o trânsito está praticamente parado no trecho. No início da manhã os veículos passavam, mas agora é preciso evitar o caminho.
Três viaturas da Polícia Militar fecharam o acesso a este trecho da avenida Francisco Rodrigues Filho, se posicionando em frente ao túnel (passagem subterrânea Engenheiro Oswaldo Crespo de Abreu). A outra ponta, via rotatória do Habib’s, está liberada, mas congestionada e sem previsão de liberação. Muitos motoristas fazem o retorno para contornar o local.
Além disso, estão posicionadas pelo menos duas viaturas da Guarda Civil Municipal (GCM), dentro das dependências do Tiro de Guerra.
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Além de terem erguido uma bandeira do Brasil no mastro de um guindaste (veja abaixo), os manifestantes soltam fogos de artifício com barulho, o que é proibido em Mogi das Cruzes.
O convite para a adesão a esta manifestação circulou na tarde de terça-feira (1º de novembro), via WhatsApp. “Olá pessoal de Mogi das Cruzes e Região. Manifestação pedindo intervenção federal! Vá mesmo se as redes sociais caírem. Vá mesmo se disserem que cancelaram. Vá!”, pedia o comunicado.
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Pouco antes das 9 horas, a movimentação já estava intensa no local, com muitas pessoas enroladas em bandeiras do Brasil e fazendo barulho com vuvuzelas. Quem passa de carro pelo local e concorda com o protesto está buzinando.
Um dos gritos entoados pelos partipantes é diretamente contra o presidente eleito no último domingo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT): “Lula ladrão, seu lugar é na prisão”. Outras pautas são os pedidos de “intervenção militar” e “intervenção já”, e uma faixa traz a seguinte mensagem: “o povo clama por intervenção federal”.
Há distribuição gratuita de água mineral e alimentos como biscoitos e frutas como laranjas. Os participantes organizaram uma venda improvisada de itens como camisetas a bandeiras.
Veja, a seguir, essas e outras fotos do movimento, que também afirma que “o gigante acordou”: