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Bolsonaro e bancada do PL se reúnem para discutir reforma tributária e projetos para SP

O presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), deputado André do Prado (PL), disse que durante a reunião que ele teve com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e com a bancada do partido, nesta segunda-feira (26), foi falado sobre o projeto de reforma tributária que está sendo discutido em Brasília e as […]

26 de junho de 2023

Reportagem de: O Diário

O presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), deputado André do Prado (PL), disse que durante a reunião que ele teve com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e com a bancada do partido, nesta segunda-feira (26), foi falado sobre o projeto de reforma tributária que está sendo discutido em Brasília e as consequências das medidas para os paulistas.   

“Foi uma reunião muito produtiva e proveitosa, na qual pudemos trocar ideias e experiências sobre os desafios que enfrentamos na política e na gestão pública. Conversamos a respeito do projeto de lei, em Brasília, que propõe uma reforma tributária que vai prejudicar o poder de investimento de São Paulo”, declarou Prado.

A assessoria da parlamentar, questionada pela reportagem de O Diário, informou que não foi discutida nenhuma estratégia para tentar evitar que o ex-presidente fique inelegível e nem a possibilidade de buscar novos nomes que possam substituí-lo na disputa pela presidência em 2026, caso ele realmente seja condenado no processo que está sendo julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral.

De acordo com o presidente da Alesp, durante a “visita de cortesia”, foi falado também sobre a atuação do partido e os projetos para o Estado, lembrando que o PL está empenhado em eleger o maior número possível de prefeitos nas próximas eleições de 2024.

O encontro contou, ainda, com a participação do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e do presidente estadual do PL, Tadeu Candelária. Também estiveram presentes na reunião deputados estaduais e federais da bancada.

“Agradeço a presença e o apoio de todos os parlamentares do PL, que têm feito um trabalho sério e comprometido com os interesses da população paulista”, reforçou André, em suas redes sociais.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) tem se reunido com representantes de seu partido para articular uma reação ao processo, que pode resultar em sua inelegibilidade. O julgamento, que começou na semana passada, voltará à pauta do TSE, em sessão que acontecerá na tarde desta terça-feira (27).

Após uma agenda no Rio Grande do Sul, onde teve encontro com seus apoiadores, Bolsonaro viajou a São Paulo, no domingo (25), para almoço com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e com o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, deputado estadual André do Prado (PL), além do presidente estadual, Tadeu Candelária, e do deputado federal Antonio Carlos Rodrigues (PL-SP).

O encontro foi postado por Costa Neto, que falou em “diálogo político”, para seguir “debatendo o melhor para o País e o fortalecimento do nosso partido”. Essa reunião já seria uma preparação para o encontro desta segunda-feira (26) com a bancada liberal,

Vítima

Existe uma interpretação de analistas políticos, em reportagens publicadas em sites de notícia, de que o objetivo do ex-presidente e do seu partido é o de criar agendas, para que ele possa ficar em evidência na mídia, para poder contestar o julgamento, mesmo que indiretamente.

Seria uma forma de transformá-lo em uma vítima da situação. Tanto que em suas declarações, ele tenta isso.

Na opinião de especialistas, são grandes as chances de Bolsonaro vir a se tornar inelegível, o que poderia afastá-lo da corrida sucessória de 2026, quando o bolsonarismo espera dar o troco em Lula da Silva e no PT, pela derrota nas eleições do ano passado.

Por isso mesmo, o PL, atual partido do presidente, vem promovendo uma série de ações para tentar impedir o pior para seu mais famoso integrante. Junto com as reuniões em diferentes estados, o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, vem concedendo uma série de entrevistas, onde defende Bolsonaro, alegando que a denúncia do PDT não seria motivo suficiente para tornar inelegível um ex-presidente da República.

Em encontros com correligionários, ele já começa a construir uma imagem de “perseguido”, tentando minimizar o encontro que teve com embaixadores de diversos países, em julho de 2022, quando estava no cargo de presidente, que foi o que provocou a denúncia do PDT no processo. Na ocasião, ele questionou a segurança das urnas eleitorais e deixou evidentes sinais de um golpe que acabou não acontecendo.

“É justo cassar os direitos políticos de alguém que se reuniu com embaixadores? Não é justo falar: atacou a democracia. Aperfeiçoamento, buscar, colocar camadas de proteção, isso é bom para a democracia”, afirmou o ex-presidente. “Eu já fui multado, no meu CPF, em R$ 20 mil, por causa daquela reunião com embaixadores. O que não podemos aceitar passivamente no Brasil é que possíveis críticas ou sugestões de aperfeiçoamento no sistema eleitoral sejam tidas como um ataque à democracia”, avaliou.

Processo

O julgamento começou na última quinta-feira (15), com as oitivas da defesa e acusação de Bolsonaro no rumoroso caso da reunião com embaixadores de diversos países, ocorrido em julho do ano passado, em Brasília. Na época, ainda no cargo de presidente, Bolsonaro questionou a segurança das urnas eleitorais e deixou evidentes sinais de um golpe que acabou não acontecendo. Na terça-feira (27), o relator do caso, ministro Benedito Gonçalves, lerá o seu voto.

A ação que pede a declaração de inelegibilidade de Bolsonaro e seu ex-vice, general Braga Netto, foi movida pelo PDT, sob alegação de prática de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, durante reunião que ele teve com embaixadores estrangeiros, no Palácio da Alvorada, em 18 de julho de 2022. O evento foi transmitido, ao vivo, pela TV Brasil e redes sociais YouTube, Instagram e Facebook.

O partido alega que houve uma violação ao princípio da isonomia entre as eventuais candidaturas a presidente. Isso, segundo a denúncia, configuraria “abuso do poder político o fato de a reunião ter ocorrido na residência oficial da Presidência da República e ter sido organizada por meios oficiais do Palácio do Planalto e do Ministério das Relações Exteriores.

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