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“Caciques” entram em campo e embolam a escolha da futura Mesa da Câmara de Mogi

A julgar pelas notícias dos últimos dias e pelo que dizem alguns interlocutores com livre acesso aos meios políticos locais, uma reunião marcada para a próxima sexta-feira (10) deverá ser decisiva para a definição final em torno das eleições para a futura Mesa da Câmara Municipal. A ação antecipada do presidenciável Marcos Furlan (DEM) buscando […]

Por O Diário
09/12/2021 06h02, Atualizado há 57 meses

A julgar pelas notícias dos últimos dias e pelo que dizem alguns interlocutores com livre acesso aos meios políticos locais, uma reunião marcada para a próxima sexta-feira (10) deverá ser decisiva para a definição final em torno das eleições para a futura Mesa da Câmara Municipal.

A ação antecipada do presidenciável Marcos Furlan (DEM) buscando justamente evitar a interferência dos principais caciques políticos da cidade não foi suficiente para que os participantes da reunião de quarta-feira passada (1º) mantivessem o acordo. Muitos, literalmente, “roeram a corda” e esqueceram a palavra dada ao grupo do candidato.

As interferências dos deputados Marco Bertaiolli (PSD) e Marcos Damasio (PL)  – apesar de terminantemente negadas por eles – influíram diretamente para a implosão do grupo de Furlan, que continua candidato, mas não mais com a chapa que foi acertada no encontro da semana que passou. 

No dia seguinte à reunião, esta coluna chamava a atenção para o fato de que Furlan teria de agir com muito tato político para impedir que ocorresse o que acabou ocorrendo: a desistência de alguns “aliados”, influenciados pelo discurso do alinhamento Câmara-Prefeitura, e o surgimento de novos candidatos que vieram a embolar ainda mais a sucessão no Legislativo.

Os últimos dias têm sido intensos para os principais articuladores de possíveis candidaturas, enquanto alguns que se lançaram na primeira hora optaram por desistir. Sempre em nome da “unidade e fortalecimento do Legislativo”, que, pelo visto, está muito longe de tudo isso.

O jogo político está sendo jogado em grande estilo, nos bastidores, como  convém em situações desse tipo. 
Reuniões se sucedem em escritórios políticos e nos gabinetes e corredores da própria Câmara, na busca de um acordo que satisfaça a todos os interesses, algo extremamente difícil, à medida que o jogo das probabilidades vai alternando um número maior ou menor de concorrentes ao cargo de presidente.

Alguns ainda trabalham para tentar salvar a chapa de Furlan, enquanto outros tentam acomodar os representantes de diferentes tendências partidárias, especialmente os vereadores novatos que tentam aproveitar o momento um tanto confuso para buscar visibilidade.

Na verdade, os mais experientes articuladores da Câmara, atualmente restritos a dois ou três vereadores, estão tentando negociar com os “donos” dos partidos para que uma solução intermediária seja encontrada antes da reunião da próxima sexta para que o encontro tenha caráter apenas homologatório de uma chapa de consenso (?). 

Apesar de tantos esforços, não está afastada a hipótese de mais de uma chapa ir para a disputa. 
Caso isso aconteça, será a primeira vez, desde 2010, que a eleição foi disputada por mais de uma chapa. Naquele ano, quando se elegeria a Mesa Diretora para 2011, houve empate por oito votos, entre os candidatos Nabil Safiti e Mauro Araújo. A eleição foi decidida no sorteio.  Hoje, nenhum dos concorrentes faz parte da atual composição da Câmara Municipal de Mogi.

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