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Cai pela metade a representação de Mogi junto à Assembleia Legislativa

As eleições de domingo (2), decididamente, não foram positivas para a região do Alto Tietê, que em lugar de aumentar sua representatividade junto à Câmara Federal e Assembleia Legislativa, viu o total de deputados diminuir em ambas as casas. Senão, vejamos: na Assembleia paulista, a região reelegeu – e muito bem – os deputados André […]

Por O Diário
04/10/2022 07h05, Atualizado há 46 meses

As eleições de domingo (2), decididamente, não foram positivas para a região do Alto Tietê, que em lugar de aumentar sua representatividade junto à Câmara Federal e Assembleia Legislativa, viu o total de deputados diminuir em ambas as casas. Senão, vejamos: na Assembleia paulista, a região reelegeu – e muito bem – os deputados André do Prado (216.268 votos) e Marcos Damásio (183.219 votos), ambos do PL, mas acabou perdendo Rodrigo Gambale, do PODE, que trocou a vaga de deputado estadual por um lugar na Câmara Federal, em Brasília.

No balanço geral, a região perdeu, na verdade, dois deputados de sua bancada estadual. Afinal, além da saída de Gambale, o Alto Tietê amargou também a desistência do deputado estadual Estevam Galvão de Oliveira (União), de Suzano, que não concorreu devido a um problema de saúde.

A esperança de ver Rodrigo Valverde, do PT como deputado estadual, após uma excelente votação para prefeito de Mogi, nas eleições municipais passadas, acabou esbarrando nos 35.128 votos alcançados por ele, suficientes apenas para colocá-lo como um dos suplentes da bancada petista na Assembleia.

Gondim Teixeira (19.642 votos), do União Brasil, viu frustrada sua tentativa de retornar à Assembleia; o mesmo acontecendo com a candidatura independente do vereador Clodoaldo de Moraes (14.401 votos), do PL, e com a primeira tentativa do vereador Marcos Furlan, do PODE, que ficou nos 18.265 votos, apesar do apoio explícito de seu companheiro de partido, o prefeito Caio Cunha. Os demais candidatos a deputado estadual da cidade ficaram todos abaixo dos 10 mil votos.

Na região

Na região, houve quem fosse muito bem votado, mas que acabou não se elegendo, na maioria dos casos pela escolha do partido inadequado ou por divisão interna dos votos da cidade. Foi o que aconteceu com o candidato Edson da Paiol (PODE), de Itaquaquecetuba, que chegou aos 51.580 votos e ficou de fora. Também em Itaquá, Lucas do Liceu (PP) recebeu 36.777 votos, enquanto Adriana do Hospital (PP) chegou aos 14.735.

Já em Ferraz, Álvaro Costa, o Kaká (PODE), alcançou 47.055 votos, enquanto Dr. Rafu Júnior (PL) obteve 45.732 votos. Sem a divisão – saudável, é preciso admitir – e concentrando os votos da cidade, Ferraz teria conseguido eleger um deputado estadual.

De um jeito ou de outro, o certo é que o Alto Tietê perdeu representatividade na Assembleia, sem conseguir sequer manter aquela que, bem ou mal, está no poder até o início do próximo ano.

Complicação à vista

Não é apenas a redução da representatividade que preocupa os políticos da região. Afinal, os dois únicos deputados estaduais eleitos pelo Alto Tietê, André do Prado e Marcos Damásio trabalharam pela reeleição do atual governador Rodrigo Garcia (PSDB), que sequer chegou ao segundo turno.

Os dois terão agora que optar entre o lulista Fernando Haddad (PT) e o bolsonarista Tarcísio de Freitas (Republicanos).

A julgar pelo fato de estarem filiados ao PL de Valdemar Costa Neto é praticamente certo que ambos optem por se alinhar com Tarcísio, que entrará de cabeça na campanha ao lado do Jairo Bolsonaro (PL).

Com a votação obtida por ambos, não será difícil serem acolhidos na campanha do candidato. Aí terão de trabalhar para eleger quem, porventura, vier a receber seus apoios, pois duas escolhas erradas em sequência  podem dificultar, e muito, a vida dos dois parlamentares. Ambos de características clientelistas e que, por isso mesmo, dependem do apoio do governador (seja ele quem for) para que possam continuar sobrevivendo e avançando politicamente, como fizeram até agora.

Tristeza

O prefeito Caio Cunha não escondia, no final da noite de domingo, certa tristeza pelo fato de o governador Rodrigo Garcia (PSDB) não ter conseguido chegar ao menos ao segundo turno na disputa pelo governo de São Paulo. Assim como o mogiano, prefeitos das demais cidades da região do Alto Tietê também não conseguiam esconder a decepção com o fato. Afinal, confiavam plenamente numa vitória de Garcia logo no primeiro turno, ou, quem sabe, ver o candidato saindo na frente para a disputa do segundo turno. Nada disso aconteceu. E agora é esperar para ver o que deverá acontecer até o próximo dia 29 deste mês, data do segundo turno das eleições de domingo (2) passado.

Até lá, os prefeitos terão decido a quem apoiar.

Surpresas

Eles já foram considerados imbatíveis nas urnas, pelo menos até algum tempo atrás. Mas amargaram duras derrotas para a Assembleia Legislativa na última eleição. A ex-prefeita de Santos, Telma de Souza, do PT, (52.887 votos), conhecida de muitos mogianos pelos embates político-administrativos com o ex-prefeito mogiano Waldemar Costa Filho, não se elegeu deputada estadual, assim como o todo-poderoso Campos Machado, que após perder o comando do PTB e se filiar ao Avante, amargou 39.393 votos, ficando de fora da Assembleia. Um campeão de voto do pleito passado, o ator Alexandre Frota, também não se elegeu deputado por São Paulo.Concorrendo pelo PSDB, ele ficou com apenas 24.224 votos.

Sem retribuição

Durante algum tempo, o advogado Fernando Muniz trabalhou em Brasília, no gabinete do deputado federal Capitão Derrite (PL), recebendo incentivo para que se candidatasse a deputado estadual, o que o mogiano acabou fazendo, pelo PP. Havia a chance de uma dobradinha entre os dois, o que pelo visto não aconteceu em sua plenitude. Afinal, Derrite se reelegeu para a Câmara com 239.772 votos, enquanto Muniz, que fez campanha às suas próprias custas e de amigos, amargou 1.764 votos, que o deixaram muito distante da Assembleia.

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