Caio lembra do telefonema-surpresa recebido na redação do jornal
Durante a mais recente gravação de seu podcast – que ele já apelidou de “Ca-Caiocast”, numa referência à sua própria gagueira -, o prefeito Caio Cunha (PODE) lembrou a época em que trabalhou neste jornal, sendo responsável pela colocação da edição impressa na internet, que ainda engatinhava no País e era pouco conhecida na cidade. […]
09/10/2021 07h53, Atualizado há 57 meses
Durante a mais recente gravação de seu podcast – que ele já apelidou de “Ca-Caiocast”, numa referência à sua própria gagueira -, o prefeito Caio Cunha (PODE) lembrou a época em que trabalhou neste jornal, sendo responsável pela colocação da edição impressa na internet, que ainda engatinhava no País e era pouco conhecida na cidade.
Numa manhã de domingo, sabe-se lá por qual motivo, a transferência do material para ser acessada em computadores estava atrasada.
O material relativo ao noticiário nacional e de cidades já estava disponível para acesso, enquanto Caio cuidava do caderno de cultura, onde estavam as histórias em quadrinhos e outros assuntos ligados à vida cultural da cidade.
Foi quando o telefone tocou na redação vazia e Caio atendeu, quase no automático.
No outro lado da linha, uma voz masculina, lembrando a de um locutor de rádio, queria saber por que as histórias em quadrinhos ainda não haviam sido postadas.
Caio contou que teve vontade de dizer que era por terem baixa audiência, mas se conteve, diante do interesse do provável leitor.
Deu lá uma desculpa esfarrapada qualquer e, quando pensava que o interlocutor iria se despedir, ele se apresentou:
“Eu sou o Mauricio”.
Sem ligar o nome às tirinhas de quadrinhos, veio a resposta:
“Prazer, e eu sou o Caio!”.
E foi então que a voz do outro lado da linha completou a apresentação: “Eu sou o Mauricio… Mauricio de Sousa… o autor dos desenhos que o jornal publica….”
Caio gaguejou um pouco além do normal, mas aproveitou a oportunidade para bater um papo com o pai da Mônica, Cebolinha, Magali, Chico Bento e outros.
A partir daquele dia, sabedor da audiência qualificada, o caderno de cultura passou a ser o primeiro a ir para a internet.
História semelhante teria ocorrido com Jânio Quadros que, na época em que foi prefeito de São Paulo, gostava de perambular pelos departamentos desertos do enorme prédio da Prefeitura paulistana, aos fins de semana.
Divertia-se observando a estrutura da máquina que tinha sob o seu comando durante todo o resto da semana.
Contam que, num domingo, pela manhã, lá estava o prefeito na cozinha do prédio, quando o telefone tocou e ele atendeu. Do outro lado da linha, alguém perguntou seria possível ir até lá para tomar um café e fazer um lanche. Com seu português rebuscado, Jânio respondeu que aquele não era dia e nem hora para tais mordomias.
O funcionário do outro lado da linha, insistiu e o prefeito decidiu se apresentar:
“Aqui quem fala é o prefeito Jânio Quadros. Quem é que está querendo tirar proveito da cozinha no fim de semana?”
E a voz, um tanto gaiata, respondeu:
“Ah, você é o prefeito Jânio Quadros? Pois saiba que acaba de perder a oportunidade de tomar um café comigo, o presidente John Kennedy, dos Estados Unidos”.
E, é claro, bateu o telefone e desligou.