Câmara solicita instalação do 5º DP no bairro Mogi Moderno
O aumento dos índices de criminalidade e a necessidade de ampliar a segurança no município foram os argumentos apresentados pela Câmara de Mogi das Cruzes para solicitar ao governo do Estado a implantação do 5º Distrito Policial no Mogi Moderno, região que reúne 16 bairros da cidade, com uma população estimada em 115 mil habitantes. […]
18/05/2022 18h19, Atualizado há 51 meses
O aumento dos índices de criminalidade e a necessidade de ampliar a segurança no município foram os argumentos apresentados pela Câmara de Mogi das Cruzes para solicitar ao governo do Estado a implantação do 5º Distrito Policial no Mogi Moderno, região que reúne 16 bairros da cidade, com uma população estimada em 115 mil habitantes.
O pedido será encaminhado por meio de uma moção de apelo, aprovada por unanimidade durante a sessão desta terça-feira (17). A inciativa foi do presidente da Casa, vereador Marcos Furlan (PODE), que fala sobre a necessidade de ampliar a fiscalização naquela área com grande número de comércios, supermercados e prestadores de serviços em vários ramos de atividades.
“Os moradores do local e de vários bairros daquela região necessitam da implantação de um Distrito Policial que funcione em seu próprio território e não tenham que se deslocar para outros locais quando precisam ir ao distrito policial”, justifica. Furlan cita o caso dos distritos de Biritiba Ussu, Taiçupeba, além de bairros como Vila Moraes, Boa Vista, Manoel Ferreira, Conjunto Rubi e outros que precisam ir até o 2º DP de Braz Cubas para registrar as ocorrências.
Para demonstrar o déficit na rede de segurança do município, o presidente da Câmara faz uma comparação de Mogi das Cruzes com Santos. Ele alega que o município litorâneo tem número maior de DPs do que Mogi, apesar de ser menor em dimensões territoriais e habitantes.
Ele relata que Mogi, uma cidade com mais de 460 mil habitantes e uma área de 713 mil quilômetros quadrados, possui apenas quatro DPs, enquanto Santos, que possui 433 mil moradores em um território de 281 mil km², conta com sete DPs.
O último distrito de Mogi foi instalado há 26 anos, em Jundiapeba, em 1996, quando Mogi contava com uma população de apenas 290 mil moradores. De lá para cá, em vez de ampliar, só houve redução das unidades, com o fechamento de bases policiais. José Luiz Furtado (PSDB) cita o caso da unidade que foi desativada no próprio Mogi Moderno, na Avenida Brasil.
Os vereadores criticaram também a redução do horário de atendimento dos atuais distritos, que funcionam só durante a semana em horário comercial – apenas a Central de Flagrantes funciona 24 horas por dia na cidade.
O vereador Maurino José da Silva (PODE) afirmou que não adianta apenas pedir uma nova unidade policial, mas reivindicar também a ampliação do efetivo de policiais e servidores administrativos para manter o local aberto. “Essa moção pede o 5º DP. Isso é bacana. Muito bom. Só que também precisamos cobrar o funcionamento desse distrito à noite. Não adianta só colocar mais um DP em Mogi. Precisamos garantir o bom funcionamento, especialmente o noturno, o que requer ampliação do efetivo”.
“Já fizemos vários pedidos para manter os DPs de Braz Cubas e Jundiapeba abertos à noite, funcionando 24 horas, como era antes, porque a população reclama bastante. O 5º DP seria uma forma de trazer um pouco mais de tranquilidade para nossos cidadãos”, complementou o Carlos Lucarefski (PV).
Outro que criticou a “falta de atenção” do Estado com a cidade foi o vereador Francimário Vieira de Macedo – Farofa (PL). “O governo do PSDB está terceirizando a segurança para os municípios. A cada dia nosso município tem mais responsabilidades na área de segurança pública”, enfatizou ele, lembrando que nos últimos tempos foi a Prefeitura que ampliou os investimentos com a Guarda Municipal.
A vereadora Inês Paz (PSOL) acrescentou que além da necessidade do 5º DP, Mogi também precisa do 4º Conselho Tutelar, além de defender mais ações políticas. “ Nossa Cidade precisa se movimentar para garantir seus direitos”, disse.
A moção de apelo é endereçada ao governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), ao secretário estadual de Segurança Pública, general João Camilo Pires de Campos, ao delegado da Delegacia Geral de Polícia Civil do Estado, Osvaldo Nico Gonçalves, ao Seccional de Mogi, Paul Henry Bozon Verduraz, ao deputado estadual Rodrigo Gambale (PODE) e ao prefeito Caio Cunha (PODE).