Chegada de Rodrigo Maia ao governo é esperança contra o pedágio
Surge, quem sabe, uma esperança, ainda que remota, de mudança nos planos do governo do Estado de São Paulo em relação ao pedágio que a Artesp insiste em instalar na rodovia Mogi-Dutra: a chegada do deputado federal pelo Rio de Janeiro, Rodrigo Maia (sem partido), ao primeiro escalão da administração de João Doria (PSDB) é […]
19/08/2021 19h13, Atualizado há 60 meses
Surge, quem sabe, uma esperança, ainda que remota, de mudança nos planos do governo do Estado de São Paulo em relação ao pedágio que a Artesp insiste em instalar na rodovia Mogi-Dutra: a chegada do deputado federal pelo Rio de Janeiro, Rodrigo Maia (sem partido), ao primeiro escalão da administração de João Doria (PSDB) é um sinal de que a política passará a dar as cartas nas ações governamentais paulistas.
Rodrigo Maia, convidado diretamente por Doria, será o secretário de Projetos e Ações Estratégicas, responsável pelas iniciativas de desestatização, parcerias público-privadas (PPPs) e concessões em andamento (grifo do colunista) no Estado.
Hoje abrigada junto à pasta de Planejamento e Gestão, a subsecretaria de Projetos e Ações Estratégicas subirá de degrau na hierarquia do Palácio dos Bandeirantes para conferir status de secretário a Rodrigo Maia.
E agora, o que mais interessa a Mogi e aos mogianos: junto com o caráter administrativo de sua futura atividade, Rodrigo Maia – inimigo de Bolsonaro, assim como o governador – deverá atuar politicamente. Não apenas facilitando as conversas de Doria com políticos de outros estados, mas também atuando na área doméstica como um experiente interlocutor a favor do governo.
Para quebrar o gelo com outros estados, Maia usará sua importante atuação como presidente da Câmara dos Deputados, entre os dois últimos anos do governo Temer (2016 a 2018) e nos dois primeiros anos de Bolsonaro (2019 a 2021). Para cuidar da área mais próxima, vale a experiência política acumulada ao longo de seus 51 anos de vida, boa parte deles passada dentro da Câmara dos Deputados, em Brasília, onde está em seu sexto mandato, além de ter sido secretário na Prefeitura do Rio, entre 1997 e 1998.
Com todo esse currículo, Rodrigo – que é filho do ex-prefeito do Rio, César Maia – chega ao governo com força e tarimba suficientes para entender a dramática situação política em que se encontra seu aliado João Doria numa das mais populosas e importantes áreas econômicas da região metropolitana da Capital. Tudo por conta de um simples pedágio.
“A experiência do Rodrigo Maia à frente da Câmara fortaleceu nele a capacidade de dialogar com governos, sociedade civil e setor produtivo, com eficiência e credibilidade”, afirmou Doria na apresentação de Maia.
Está, portanto, aberto um importante caminho para se buscar resolver politicamente esse impasse que está sendo um verdadeiro “jogo de perde-perde” para os dois lados diretamente envolvidos nesta pendenga que já está indo longe demais.