Cidade soltou foguetes para receber o falso Franco Montoro
Cruzeiro, cidade localizada no extremo Leste do Vale do Paraíba, caminho para quem se dirige ao Rio de Janeiro e Sul de Minas, é hoje reduto eleitoral do candidato à reeleição de deputado federal Marco Bertaiolli (PSD). Mas já foi também de Manoel Bezerra de Melo, o fundador da Universidade de Mogi das Cruzes, quando […]
16/09/2022 15h36, Atualizado há 47 meses
Cruzeiro, cidade localizada no extremo Leste do Vale do Paraíba, caminho para quem se dirige ao Rio de Janeiro e Sul de Minas, é hoje reduto eleitoral do candidato à reeleição de deputado federal Marco Bertaiolli (PSD). Mas já foi também de Manoel Bezerra de Melo, o fundador da Universidade de Mogi das Cruzes, quando foi deputado federal por São Paulo.
Uma cidade que sempre atraiu políticos em campanha. Com Franco Montoro não foi diferente. O veterano candidato a governador era esperado na cidade, numa manhã radiosa de domingo, de muito sol, pelo prefeito e seus correligionários, que levaram uma pequena multidão para o final da antiga avenida que é também o principal acesso o centro da cidade.
A expectativa era muito grande O candidato tinha tudo para vencer as eleições daquele ano – como realmente aconteceu- e, por isso mesmo, os políticos queriam fazer bonito, já pensando na ajuda que poderiam receber do futuro governador.
Além da banda de música, o prefeito da época montou uma verdadeira artilharia de fogos de artifício que deveria explodir tão logo o visitante se aproximasse do palanque, montado estrategicamente no caminho para o antigo Mercado Municipal, muito frequentado pelos cruzeirenses nas manhãs dos domingos.
Estava tudo nos conformes para dar a Montoro a recepção que ele merecia.
Os presentes aguardavam ansiosamente a chegada do visitante, mas jamais iriam poderiam imaginar o que acontecia, naquele momento, a menos de um quilômetro de distância do local da festa.
O dono de um jipe Bugre parou o seu carro atravessado na pista, nas proximidades dos dois cemitérios existentes na entrada da cidade, antes de uma grande curva que levava ao local da festa para Montoro.
Sugerindo uma pane no motor, o motorista e seu acompanhante mexiam na parte detrás do carro, enquanto o trânsito ia se acumulando, na sequência.
Quando já havia uma respeitável quantidade de veículos. eles deram um jeito de o motor “pegar” para seguir avenida abaixo. Calvo e narigudo, como o próprio Montoro, um dos ocupantes do carrinho sem capota, se postou de pé ao lado do motorista, que seguiu ocupando o centro da pista, trazendo com ele, a longa fila de carros que se formara na entrada da cidade.
Como se fosse alguém importante, o passageiro passou a acenar para as pessoas que caminhavam à beira da avenida.
Quando viram o jipinho liderando o cortejo que se aproximava com alguém cumprimentando o público, os políticos não tiveram dúvida: botaram a banda para tocar e mandaram disparar o foguetório.
O jipinho continuou a descida e passou pelos políticos que, só então, notaram que não se tratava do candidato. A correria, a partir dali, foi para achar mais foguetes, antes que o verdadeiro Franco Montoro chegasse para a sua tão esperada visita.