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Cidades do Alto Tietê confirmam falta de medicamentos em unidades de saúde

Os municípios do Alto Tietê enfrentam problemas com a falta de medicamentos básicos, distribuídos pela rede municipal de saúde. Na relação divulgada pelas prefeituras das principais cidades da região, constam remédios utilizados para doenças respiratórias, cardíacas, pressão, diabete, analgésicos, anti-inflamatório, antibacteriano, entre outros. Os municípios aguardam a entrega, mas não têm previsão para regularizar a […]

Por O Diário
27/07/2022 16h42, Atualizado há 49 meses

Os municípios do Alto Tietê enfrentam problemas com a falta de medicamentos básicos, distribuídos pela rede municipal de saúde. Na relação divulgada pelas prefeituras das principais cidades da região, constam remédios utilizados para doenças respiratórias, cardíacas, pressão, diabete, analgésicos, anti-inflamatório, antibacteriano, entre outros.

Os municípios aguardam a entrega, mas não têm previsão para regularizar a situação. Essa crise no abastecimento foi alertada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), que fez um levantamento e constatou que com 2.469 prefeituras mostra cenário do desabastecimento de medicamentos nas cidades.

 

Arujá

A Prefeitura da cidade informa que não dispõe atualmente dos seguintes medicamentos:  

– Amoxicilina suspensão e Amoxicilina + clavulanato de potássio 500+125mg – antibióticos

– Ceftriaxona – antibiótico

– Ciprofloxacino – antibiótico

– Nimesulida – anti-inflamatório

– Nitrofurantoina – antibacteriano para infecções urinárias

– Valproato de sódio liquido – epilepsia e transtorno bipolar e para a prevenção de enxaquecas

De acordo com informações da administração de Arujá, são medicamentos retirados gratuitamente pela população em Unidades Básicas Saúde (UBS). Os mais procurados são os antimicrobianos, mas a Prefeitura não informou o volume distribuídos mensalmente.

Para tentar reverter a situação, o município esclarece que já foram feitos os pedidos e segue aguardando a regularização de fabricação e assim a entrega. Além disso, alega que está substituindo os remédios faltantes com medicações similares.

 

Ferraz de Vasconcelos

A Secretaria de Saúde de Ferraz de Vasconcelos, a exemplo de outros municípios da região, informa que “está passando por um desabastecimento pontual” e que as dificuldades para obter estes medicamentos vêm acontecendo por aproximadamente 6 meses. De acordo com a Pasta, o Estado está em processo de aquisição dos itens faltantes. Os mais demandados nas Unidades Básicas de Saúde são:. 

– Amoxilina – antibiótico

– Cefalixina – antibiótico – tratamento de infecções das vias respiratórias

De cordo com a Secretaria da Saúde, em média são dispensados para população cerca de 23 mil de comprimidos de amoxicilina/ 450 em suspensão frascos mês. Cefalexina suspensão 310 frascos e 14 mil cápsulas.

 

Guararema

A Prefeitura da cidade de Guararema informa que não há a falta dos medicamentos fornecidos pela rede municipal. O município empresas ressalta que têm realizado as entregas de maneira parcelada, porém, sem desabastecimento.

 

Itaquaquecetuba

O município relata que, no momento, aguarda a entrega de metformina 850 mg (diabetes) e o antibiótico Azitromicina oral, que também está com atraso no fornecedor ou problema com matéria-prima.  Segundo a gestão, “o desabastecimento tem sido amplamente veiculado nas mídias e é justificado pela falta de matéria-prima dos medicamentos que abastecem a rede”.

A cidade está sem os seguintes medicamentos:

– Aminofilina – tratamento de asma e problemas respiratórios;

– Amiodarona – distúrbios graves do ritmo cardíaco;

– Captopril  – anti-hipertensivo

– Amoxicilina suspensão oral 250 mg -antibiótico para tratar infecções bacterianas

– Diclofenaco comprimido – analgésico, anti-inflamatório e antitérmico

– Miconazol, –  Tratamento de diversas micoses superficiais

– Sulfato ferroso gotas – Tratamento e profilaxia de anemias por deficiências de ferro

– Vitaminas do complexo B – ajuda na saúde das células vermelhas e sistema nervoso

– Paracetamol. – Analgésico e antipirético

Como medida, a administração observa que já notificou as fornecedoras com o objetivo de diminuir o impacto do desabastecimento. Destaca ainda que alguns medicamentos podem ser encontrados por meio do Programa Farmácia Popular desde que o munícipe apresente a receita médica.

 

Mogi das Cruzes

A Secretaria Municipal de Saúde declara que também enfrenta dificuldades com a falta de medicamentos  Segundo informou a Pasta, o desabastecimento está acontecendo porque não houve interessados no pregão realizado para o fornecimento dos remédios. A gestão não divulgou uma previsão para mudar esse quadro.  

Para tentar garantir os remédios aos pacientes, a Prefeitura informa que está buscando a substituição por medicamentos de mesma classe terapêutica.

Os remédios que faltam na cidade são:

Aminofilina – indiciado para asma brônquica aguda e para o tratamento do broncoespasmo reversível associado com bronquite.

Dexametasona – medicamento corticosteroide para tratamento de diversas doenças, entre as quais reumatismo, várias doenças da pele, alergias graves, asma, doença pulmonar

Buscopan – Alivia desconforto e dor abdominais devido a cólicas e espasmos.

Prednisolona  – anti-inflamatório

Dexclorfeniramina – alergia, prurido, rinite alérgica, urticária, picada de inseto, conjuntivite alérgica, dermatite atópica e outros.

 

Santa Isabel

O motivo do desabastecimento, como alega a gestão, é o atraso nas entregas de remessas de medicamentos, especialmente da FURP. Os remédios são distribuídos nas farmácias disponíveis na Atenção Primária à Saúde, sendo 13 unidades dispensadoras.

A cidade também não vem conseguindo obter os seguintes remédios:

– Amoxacilina + clavulanato – antibiótico para tratar infecções bacterianas

– Claritromicina – tratamento de infecções de vias aéreas

– Paracetamol – analgésico e antipírético 

– Ibuprofeno – dor, febre e inflamação

A Prefeitura esclarece que em alguns casos, esta realizando compras com recurso municipal para suprir a demanda momentaneamente, até a normalização de entregas pela FURP.

 

Salesópolis

O prefeito do município, Vanderlon Oliveira (PL) também afirma que a cidade está com enormes dificuldades para comprar medicamentoe e insumos.”Estamos buscando meios de solucionar”, acrescenta. Ele disse que a gestão está com dificuldades para conseguir fonecedores, mas não informou quais os remédios que estão em falta..

 

Suzano

A exemplo de outras cidades vizinhas, alguns medicamentos fornecidos pelo governo estadual estão escassos em Suzano, como é o caso da amicacina usado para tratar Infecção do tracto biliar; infecção óssea; infecção articular; infecção do sistema nervoso central;

“Dois grandes fornecedores, inclusive, solicitaram a descontinuação temporária da fabricação por motivos comerciais em meados do ano passado. Outros também de responsabilidade da Secretaria de Estado da Saúde estão com suas entregas atrasadas, a exemplo dos adesivos de nicotina”, diz a nota encaminhada a reportagem de O Diário.

Já entre aqueles adquiridos pela Prefeitura de Suzano a situação ocorre com alguns itens de emergência, como é o caso da Nitroglicerina, medicamento usado para infarto agudo no miocárdio e hipertensão pré-operatória, que o fabricante alega escassez no mercado

A pasta informou que as soluções parenterais de grande volume, que são os soros aplicados em prontos-socorros e hospitais, estão em falta em todo o País, e nas unidades municipais de emergência os estoques também estão abaixo do normal.

A Prefeitura de Suzano enfatiza ainda que tem buscado alternativas para substituir os itens que estão em falta, porém o mercado público depende de diversos fatores complexos para alterar os remédios que compõem a Relação Municipal de Medicamentos Essenciais (Remume).

Além disso, tem procurado tratar com os fornecedores a entrega sempre que possível ou a responsabilização daqueles que não estão em dia com as entregas dentro dos trâmites legais. A secretaria também verifica caso a caso e negocia com demais fornecedores as compras que podem ser realizadas emergencialmente.

Os principais medicamentos nesta situação são:

– Azitromicina suspensão: antibótico

– Budesonida spray nasal: – anti-inflamatório corticóide

– Espironolactona 25 mg: hipertensão

– Dipirona ampola:  analgésico e antitérmico

– Risperidona comprimido – transtornos mentais

– Solução fisiológica – solução injetável

 

As perfeituras de Biritiba Mirim e Poá não responderam o questionamento feito por O Diário a respeito da crise no abastecimento de medicamentos. 

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