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Cláudio Lembo teve diálogo muito difícil com um eleitor mogiano

Cláudio Lembo, à época filiado ao PP, liga para um amigo, em Mogi das Cruzes,  peguntando se ele já havia se filiado a algum partido político naquelas eleições.  “Não senhor, estava esperando as suas ordens”, respondeu  o solícito cabo eleitoral para seu interlocutor.  E emendou: “O senhor sabe que estarei sempre do seu lado, onde […]

Por O Diário
11/09/2022 07h08, Atualizado há 47 meses

Cláudio Lembo, à época filiado ao PP, liga para um amigo, em Mogi das Cruzes,  peguntando se ele já havia se filiado a algum partido político naquelas eleições. 

“Não senhor, estava esperando as suas ordens”, respondeu  o solícito cabo eleitoral para seu interlocutor.  E emendou: “O senhor sabe que estarei sempre do seu lado, onde quer que o senhor estiver”.

Cláudio Lembo  se empolgou diante da manifestação de explícita fidelidade, e tratou logo de dar continuidade à conversa:

“Muito bom, meu caro amigo. Então filie-se ao PP”.

E o interlocutor:

“No PT? O do Lula?”

“Não, ao PP”, rebateu o político da Capital.

“Continuo ouvindo mal”, alegou o cabo eleitoral.

Experiente raposa política, Lembo entendeu o motivo da inesperada surdez do  velho conhecido. E foi definitivo:

“Vou falar alto e devagar: PP. P de partido e P de banco”.

O amigo mogiano entendeu tudo, no ato.

Trabalho é coisa ruim

O consultor político Gaudêncio Torquato,  grande colecionador e contador de causos da política nacional,  lembra que o brigadeiro Eduardo Gomes realizava o seu primeiro comício  da campanha presidencial de 1945, no Largo da Carioca, no centro do Rio de Janeiro.

Acostumado  à linha dura dos quartéis, ele foi para o palanque e, diante de uma multidão que o ouvia,  no mais absoluto silêncio, e lascou, logo de cara:

“Brasileiros, precisamos trabalhar!”

Do meio do povo, uma voz poderosa gritou:

“Já começou a perseguição!”

Diz Gaudêncio que o comício, por muito pouco, não terminou  minutos depois de ter se iniciado.

Encontro no purgatório

Para fechar a coluna de hoje, mais uma história resultante da imprevidência de político na hora de enviar correspondências. Tentando ser gentil naquele final de ano, outro vereador mogiano acabou enviando um cartão de boas festas para um homem que já havia morrido.

O fato indignou a família do defunto que, por sua vez, decidiu responder ao político no mesmo tom:

“Caro amigo ,mesmo nunca o tendo conhecido em meus 86 anos de vida terrena, desse meu túmulo, onde me encontro, agradeço seus votos de bom Natal e feliz Ano Novo, esperando encontrá-lo, em breve, nestes páramos celestes, para um frio aperto de mão.  Purgatório, Natal de 2010”.

Dizem que o vereador ainda treme, toda vez que  se lembra da resposta  recebida.

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