Coisas que acontecem em Mogi: capivara “invade” casa na região central
Atração nas áreas ribeirinhas dos córregos e do Rio Tietê, uma capivara foi resgatada na manhã desta quinta-feira (2) em um ponto movimentado da região central: na esquina das ruas Barão de Jaceguai e Braz Cubas. Depois de perambular por vias centrais e ser vista por moradores nadando no Rio Negro, ao lado do Terminal […]
02/12/2021 13h22, Atualizado há 57 meses
Atração nas áreas ribeirinhas dos córregos e do Rio Tietê, uma capivara foi resgatada na manhã desta quinta-feira (2) em um ponto movimentado da região central: na esquina das ruas Barão de Jaceguai e Braz Cubas.
Depois de perambular por vias centrais e ser vista por moradores nadando no Rio Negro, ao lado do Terminal Central, ela encontrou refúgio em uma casa abandonada da Barão de Jaceguai, que recebe milhares de veículos por dia e usada como acesso à região central.
Em uma publicação nas redes sociais, o veterinário Jefferson Leite, arriscou um título para o registro: “Capivara ‘sem teto’ invade casa abandonada no centro da cidade”. Ele acrescentou o famoso, “coisas que acontecem em Mogi”, cidade que está batendo na casa dos 500 mil habitantes, e tem resistido à conurbação que transforma os lugares ao lado de grandes capitais praticamente iguais.
Esse mesmo flagrante chama a atenção em outros regiões de tráfego mais movimentadas, em bairros cortados pelo rio Tietê. A ida dos bichos para região central surpreende, mas pode ser cada vez mais comum por causa da pressão sofrida pelos remascentes de áreas verdes (veja matéria e vídeo publicado no site G1 em 2012)
Capivaras costumam andar em bandos, essa, no entanto, parece ter se desvencilhado do grupo. Apesar do porte, esses animais estão cada vez mais próximos dos núcleos habitados pelo fim dos limites entre os territórios deles e do homem.
O flagrante, embora pitoresco, alerta para a necessidade de se acelerar as políticas de proteção de espécies silvestres. Ainda que acidentes não sejam frequentes, se ameaçados, esses animais podem reagir e se tornarem um risco, porque têm um porte grande e dentes.
A cidade segue lutando pela criação de mais espaços para o trato dos animais acidentados. É antiga a busca por um Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) e estuda a criação de leis de proteção como a que pode punir quem atropela e não socorre esses animais (veja reportagem de O Diário).
Sim, e para onde foi a capivara? Depois de acionada, a Prefeitura, por meio dos técnicos, soltou o animal no Parque Leon Feffer.