Comerciante que matou cliente dá outra versão para crime em bar de César
O comerciante Waldir de Carvalho, 58 anos, confessou ter matado o ajudante geral Agnaldo Raimundo da Silva, em legítima defesa, em depoimento dado a policiais do Distrito Policial de César de Souza. O crime ocorreu na tarde de domingo e surpreendeu moradores do distrito de César, em Mogi das Cruzes. O réu confesso ainda erá indiciado […]
04/11/2021 16h05, Atualizado há 58 meses
O comerciante Waldir de Carvalho, 58 anos, confessou ter matado o ajudante geral Agnaldo Raimundo da Silva, em legítima defesa, em depoimento dado a policiais do Distrito Policial de César de Souza. O crime ocorreu na tarde de domingo e surpreendeu moradores do distrito de César, em Mogi das Cruzes.
O réu confesso ainda erá indiciado após investigações segundo o advogado que o representa, Sylvio Alkimin.
Waldir atirou em Agnaldo, após uma discussão, na tarde de domingo. Segundo o advogado, ele teria agido em legítima defesa. Como se apresentou à Polícia, deverá ser indicicado por homicídio e responder pelo crime em liberdade.
Nesta versão, após a discussão, o comerciante soube que Agnaldo teria ido buscar uma arma. Ele também foi até a sua casa, em busca da arma de fogo. Quando retornou ao bar, a vítima estava com uma adaga, uma espécie de punhal, segundo o advogado. “Em defesa da mulher dele, que estava no local, e sentindo-se ameaçado, ele disparou um ou dois tiros”, afirma Alkimin, acrescentando que o cliente dele deixou o local porque se “sentiu ameaçado por populares e por uma pessoa, que estava na rua”.
Como foi
Agnaldo era frequentador do bar, próximo à rotatória das avenidas João XXIII e Nilo Marcatto, no Jardim São Pedro, em César de Souza. Os dois eram amigos até que o comerciante teria desconfiado da retirada de um dinheiro do caixa, e acusado Agnaldo pelo furto.
Familiares de Agnaldo refutam tal versão. A vítima tinha 48 anos, dois filhos, e morreu antes de concretizar um próximo compromisso: estava com casamento marcado para mês.
Segundo a versão de conhecidos da vítima, os dos brigaram e Agnaldo teria se sentido ofendido, foi à casa dele, próxima ao local e voltado com uma faca. Waldir, que também mora perto do local, teria pegado a arma na residência dele, e durante a briga atirou em Agnaldo, fugindo em seguida.
Familiares do ajudante geral se manifestaram nas redes sociais, como a filha dele, Bianca da Silva. “Ele (o pai) podia ser qualquer coisa, mas nunca seria capaz de roubar nada de ninguém”, disse ela. (veja reportagem de O Diário sobre o que diz a família sobre o momento do crime).