Comissão de Educação defende a distribuição de chips aos alunos sem acesso à internet
A Câmara Municipal de Mogi das Cruzes quer que a Prefeitura promova a entrega de chips de internet aos alunos sem acesso à conectividade para que todos possam acompanhar as aulas remotamente. O pedido foi feito pela Comissão Permanente de Educação, através de uma indicação, que será encaminhada ao prefeito Caio Cunha (PODE), solicitando a […]
02/04/2021 16h45, Atualizado há 64 meses
A Câmara Municipal de Mogi das Cruzes quer que a Prefeitura promova a entrega de chips de internet aos alunos sem acesso à conectividade para que todos possam acompanhar as aulas remotamente. O pedido foi feito pela Comissão Permanente de Educação, através de uma indicação, que será encaminhada ao prefeito Caio Cunha (PODE), solicitando a adoção de medidas para evitar problemas com a exclusão e desigualdade no ensino do município.
O documento propõe a realização de pesquisas com os pais, para garantir que os alunos estão acessando os conteúdos por meio da TV Câmara e propõe ainda a conscientização sobre plataformas de ensino online e a realização de parcerias com iniciativas e plataformas digitais de apoio ao aluno, como a Dragon Learn, que já foi utilizada pelo Governo Estadual.
Segundo dados levantados pela Comissão, com base em estudo Acesso Domiciliar à Internet e Ensino Remoto Durante a Pandemia divulgado em agosto de 2020, pelo Ipea, cerca de 16% dos alunos do Ensino Fundamental não possuem acesso à internet.
Na região, esse cenário não é tão diferente. A comissão observa que balanço feito pela Secretaria Municipal de Educação de Mogi, no ano passado, 2000 alunos apresentaram dificuldades graves de interação; 20% do total teve baixa ou nenhuma conectividade no município e 200 alunos não foram ao menos localizados para realizar as avaliações de aprendizagem necessárias.
A baixa conectividade vem impactando diretamente nos índices de evasão escolar e atraso na aprendizagem, já que segundo o Datafolha, 20% dos estudantes possuem dificuldade com os conteúdos online e 15% não se interessam em estudar de forma remota.
Para Malu Fernandes (SDD), presidente da pasta, a iniciativa é de extrema importância para garantir que jovens e crianças não tenham mais problemas ainda em 2021. “Em 2020, segundo a FGV, os estudantes do Brasil perderam cerca de 75% da aprendizagem em comparação a um ano típico. Esse é um dado muito alarmante. Entendemos que o momento pede o ensino remoto, mas isso significa que a educação precisa se tornar uma prioridade ainda maior para o Governo, para que todos os alunos tenham garantido o direito de estudar e construir seu futuro”, declarou a vereadora