Confira o resgate de um gambá que se fingia de morto no Nogueirão
Um gambá-de-orelha-preta foi encontrado dentro de uma lixeira no Estádio Francisco Ribeiro Nogueira, o Nogueirão, nesta sexta-feira (3), em Mogi das Cruzes. Os responsáveis pela descoberta chegaram a pensar que o animal estivesse doente, segundo relata o veterinário Jefferson Leite a O Diário. No mesmo dia, a Guarda Municipal Civil realizou o resgate do gambá, […]
05/02/2023 10h58, Atualizado há 42 meses
Um gambá-de-orelha-preta foi encontrado dentro de uma lixeira no Estádio Francisco Ribeiro Nogueira, o Nogueirão, nesta sexta-feira (3), em Mogi das Cruzes. Os responsáveis pela descoberta chegaram a pensar que o animal estivesse doente, segundo relata o veterinário Jefferson Leite a O Diário. No mesmo dia, a Guarda Municipal Civil realizou o resgate do gambá, também conhecida como saruê, que foi devolvido à natureza no Parque Centenário, em César de Souza.
Em um vídeo compartilhado nas redes sociais do veterinário, ele registrou o processo da soltura do gambá. O profissional também explicou a O Diário a estratégia de sobrevivência dessa espécie, comum no Brasil, Argentina e Paraguai.
“Na verdade, esse comportamento é conhecido como tanatose e é uma estratégia de sobrevivência, na qual ele se finge de morto. Assim que o perigo se afasta, ele foge. Não é doença, é apenas uma artimanha de sobrevivência”, detalha Leite.
A tanatose ou letissimulação pode ser utilizada tanto pelas presas, para desencorajar seus predadores, ou pelos predadores, para atrair alguma presa, fazendo com que cheguem mais perto.
Importante para garantir o equilíbrio da fauna e flora da região, o gambá tem como predadores escorpiões, baratas, mosquitos, entre outros. Nos períodos do verão e outono, é mais comum ser avistado em áreas urbanas, pois o animal sai em busca de comida e espaços para fazer ninho.
Além de saruê, o animal também recebe outros nomes, como: sariguê, micurê e mucura.
Quem por ventura avistar um gambá-de-orelha-preta que aparente estar morto deve acionar a Central de Controle de Zoonoses pelo telefone (11) 4794-4343.