Conselho da Mulher realiza reuniões em bairros para ouvir reivindicações femininas
O Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Mogi (Commulher) iniciou, no último sábado (17), no distrito de Jundiapeba, uma série de reuniões que serão estendidas a outros pontos da cidade. O objetivo, segundo a presidente Vania Pereira da Silva, é discutir a criação de uma rede de proteção para o público feminino e ainda […]
20/06/2023 06h12, Atualizado há 37 meses
O Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Mogi (Commulher) iniciou, no último sábado (17), no distrito de Jundiapeba, uma série de reuniões que serão estendidas a outros pontos da cidade. O objetivo, segundo a presidente Vania Pereira da Silva, é discutir a criação de uma rede de proteção para o público feminino e ainda ouvir quais as políticas públicas que as mulheres dessas localidades necessitam e gostariam de ver implantadas no território onde residem.
A proposta do Commulher é realizar um encontro a cada mês. Depois de Jundiapeba, que terá uma nova reunião, haverá rodas de conversas com as mulheres das regiões de César de Souza, Botujuru, Jardim Piatã, Braz Cubas e Centro, numa programação que poderá incluir outras localidades. As datas para os encontros ainda deverão ser divulgadas.
“Nossas reuniões deverão funcionar como preparatórias para a Conferência Municipal das Mulheres, onde serão tiradas as reivindicações que serão levadas para a Conferência Nacional, que deverá acontecer em 2024”, informa a presidente Vania, que já vem colhendo as primeiras reivindicações no encontro de Jundiapeba. Lá, a principal reivindicação foi o registro de atendimento adequado das mulheres na delegacia do distrito. Segundo as moradoras, os casos são, quase sempre, encaminhados para a Delegacia de Defesa da Mulher, que funciona somente em horário comercial, na região próxima ao centro da cidade.
A lei baixada pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) para que as DDMs passem a atender durante 24 horas em todo o Brasil ainda não foi colocada em prática na cidade, assim como em outras localidades, já que ocorreu fora do período de elaboração do orçamento da Segurança Pública. Assim, possivelmente, só a partir do próximo ano é que os estados irão incluir tal exigência em seus respectivos orçamentos e também destinar funcionários para que essas delegacias possam ampliar o horário de atendimento às mulheres.
“Esperamos que a legislação seja cumprida”, afirma Vania Pereira.
O Conselho pretende ainda encaminhar reivindicações de cunho local às autoridades municipais e outros setores ou órgãos públicos que possam colaborar na solução dos problemas detectados durante as reuniões na cidade.
O Commulher de Mogi das Cruzes é composto por 22 integrantes. Desse total, 22 são mulheres e o único homem é justamente o representante da Delegacia de Defesa da Mulher que, por sinal, não compareceu a uma reunião sequer do Conselho, até agora.