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Corpo de Fumio Horii será velado em templo de Mogi

O corpo do empresário Fumio Horii será velado no templo Hompa Hongwanji, em Mogi das Cruzes, a partir das 11h desta segunda-feira (17). Aos 87 anos, ele morreu na noite deste domingo (16) após cerca de um mês de internação lutando contra a Covid-19, no hospital Sírio-Libanês, na capital.  Já o sepultamento deverá ocorrer a […]

Por O Diário
17/05/2021 09h02, Atualizado há 63 meses

O corpo do empresário Fumio Horii será velado no templo Hompa Hongwanji, em Mogi das Cruzes, a partir das 11h desta segunda-feira (17). Aos 87 anos, ele morreu na noite deste domingo (16) após cerca de um mês de internação lutando contra a Covid-19, no hospital Sírio-Libanês, na capital. 

Já o sepultamento deverá ocorrer a partir das 15h no cemitério São Salvador, no Parque Monte Líbano. 

Horii, um dos mais bem-sucedidos empresários de Mogi, deixa a esposa Selma, duas filhas – Míriam e Mali – e três filhos – Issao,que reside em Mogi e cuida da mineração da família; Mauro, atualmente no Mato Grosso do Sul, assim como Kasuto, que é prefeito de uma cidade naquele estado, onde a família mantém área de mineração.Deixa também oito netos.

Fumio Horii foi internado inicialmente em um apartamento do Sírio-Libanês, um dos melhores hospitais de São Paulo. E, à medida que seu estado de saúde foi piorando, os médicos do hospital foram ampliando o atendimento, primeiro com uma máscara de gás, e depois sendo conduzido para a Unidade de Terapia Intensiva, onde foi intubado, em razão das dificuldades cada vez maiores pra respirar, em razão do comprometimento de seus pulmões pelo avanço da Covid-19.

Durante o período em que permaneceu internado, outros membros da família – a esposa Selma, o filho Issao e a nora Sueli – também estiveram recebendo tratamento contra a Covid-19. Todos receberam alta médica, menos o patriarca da família. Ontem, haviam rumores não confirmados de que Issao teria retornado ao Sírio com sintomas de febre alta e tosse.

Nascido em 23 de dezembro de 1933, numa província de Fukushima, no Japão, ele estava com 3 anos quando a família de sete membros partiu do porto de Kobe, no Japão, na manhã de 16 de janeiro de 1937, no navio Montevideo-Maru, com destino ao porto de Santos, no Brasil, onde cbegou em 28 de fevereiro daquele mesmo ano.

Em março de 1937, a família foi parar na Fazenda São Martinho, em Ribeirão Preto, para o cultivo de café. Ficou por lá até janeiro  de 1940, quando Fumio, então com 6 anos, veio para Santo André, na região do ABC, onde ele aprendeu as primeiras letras.

Com 18 anos, em abril de 1952, a família adquiriu uma fazenda no bairro de Varinhas, conhecida como Colônia Daruma, e ele, já independente, começou a plantar batata, repolho, cenoura etc. Quatro anos depois, sua mãe Yoshimi faleceu, vítima de câncer de mama. Estava com 53 anos. Sua mãe sempre teve um sonho: construir uma casa no alto de um morro existente no interior da propriedade.

Já casado, ainda vivendo em Varinhas, nove anos mais tarde ele decidiu trocar a casa de adobe por outra melhor. Lembrando-se do desejo da mãe, ele decidiu construir a sua casa no alto do morro. E ao perfurar um poço para obter água, encontrou uma terra de cor branca. Ao mandar examinar, descobriu  que se tratava de caulim, um mineral muito valioso à época, em que era usado, principalmente, para clareamento de papel.

Começava ali, quase por acaso, um negócio que, graças à sua visão empreendedora, o transformou numa das maiores fortunas de Mogi das Cruzes. Novos investimentos vieram com o passar do tempo. Ele  decidiu construir um hotel do tipo resort junto à represa de Taiaçupeba, na região de Varinhas.

O empreendimento hoje está sendo explorado pelo Club Med, que o transformou em referência para eventos sociais e empresariais. Horii também investe na área imobiliária com um grande loteamento no início da rodovia Mogi-Bertioga, na Vila Moraes. Estava preparando a ocupação de uma enorme área adquirida por ele entre Braz Cubas e Jundiapeba, entre a linha férrea e o Rio Tietê. Um shopping center estava entre seus planos para o local.

Pouco afeito às atividades sociais na cidade, Horii tinha fama de centralizador em seus negócios, que agora deverão ser tocados pelos filhos, seus herdeiros diretos. Pouco afeito a entrevistas, o apreciador do golfe era conhecido entre integrantes da colônia por suas atividades filantrópicas, especialmente ligadas às religiões de origem oriental, às quais não gostava de dar publicidade. Recentemente, se comprometeu com o bispo diocesano dom Pedro Stringhini, a construir uma igreja católica na área entre Braz Cubas e Jundiapeba.

 

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