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Corregedoria apura uso de bandeira por policiais durante manifestações

A Corregedoria da Polícia Civil do Estado de São Paulo está analisando e deverá tomar providências em relação ao caso dos policiais que ocupavam um veículo oficial da corporação, levantando bandeira do Brasil durante as manifestações antidemocráticas ocorridas após as eleições, defronte o Tiro de Guerra de Mogi, promovidas por grupos de apoiadores de Jair […]

Por O Diário
09/11/2022 07h08, Atualizado há 45 meses

A Corregedoria da Polícia Civil do Estado de São Paulo está analisando e deverá tomar providências em relação ao caso dos policiais que ocupavam um veículo oficial da corporação, levantando bandeira do Brasil durante as manifestações antidemocráticas ocorridas após as eleições, defronte o Tiro de Guerra de Mogi, promovidas por grupos de apoiadores de Jair Bolsonaro (PL), insatisfeitos com a derrota do presidente para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no segundo turno das eleições presidenciais.

A Polícia Civil de Mogi também já identificou os dois policiais, segundo informou o delegado seccional Paul Henry Bozon Verduraz, durante encontro com a vereadora Inês Paz (PSOL), no início desta semana. A vereadora esteve na Delegacia Secional buscando esclarecimentos sobre possíveis desdobramentos do fato mostrado por este jornal. Além de conversar pessoalmente com a autoridade, a vereadora protocolou um ofício para que possa receber, de maneira oficial, respostas para suas indagações.

Segundo a assessoria de Paz, o delegado teria considerado “inadmissível” a atitude dos policiais e que a Polícia Civil não compactua com esse tipo de ação, por ser um órgão “apolítico”.

O seccional também  prometeu responder ao ofício da vereadora com o número do processo na Corregedoria e demais informações  referentes à sindicância.

Após receber tais informações, a vereadora promete dar continuidade ao seu trabalho de fiscalização e o próximo passo será levar o caso para a Executiva do PSOL, a quem caberá apresentar uma denúncia ao Ministério Público.

Inês também vem tentando, sem sucesso, até agora, agendar uma audiência com o secretário de Estado de Segurança Pública pra tratar do mesmo assunto.

“Defendo o direito à manifestação e à ocupação de ruas, desde que não firam a democracia e a Constituição”, afirmou ela a esta coluna.

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