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CVV inscreve para curso de voluntários neste final de semana

Os interessados em fazer parte da equipe de voluntários do posto do Centro de Valorização da Vida (CVV) de Mogi das Cruzes, podem se inscrever até esta sexta-feira (20), no curso preparatório que será realizado neste final de semana. A atividade acontecerá de forma online, das 13 às 17 horas, e também será uma oportunidade […]

16 de janeiro de 2023

Reportagem de: O Diário

Os interessados em fazer parte da equipe de voluntários do posto do Centro de Valorização da Vida (CVV) de Mogi das Cruzes, podem se inscrever até esta sexta-feira (20), no curso preparatório que será realizado neste final de semana.

A atividade acontecerá de forma online, das 13 às 17 horas, e também será uma oportunidade para as pessoas que desejam conhecer um pouco mais do CVV, reconhecido como serviço de saúde pública, que tem como objetivo oferecer apoio emocional a quem entra em contato pelo telefone 188, que atende 24 horas por dia, de segunda-feira a domingo, em todo o país.

Priorizando o sigilo e o anonimato dos atendimentos, o CVV presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional e prevenção do suicídio a todas as pessoas que buscam alguém para conversar, seguindo a terapia “befriending” (agir como amigo), propagada pelo pastor anglicano Edward Chad Varah, fundador do grupo Samaritanos, na Inglaterra, que deu origem ao brasileiro CVV. 

No posto de Mogi da Cruzes, que conta com 26 voluntários, o trabalho segue a mesma premissa: dar toda a atenção que as pessoas precisam no momento, sem fazer julgamento, recomendação ou dar opiniões. 

Na cidade, os plantões acontecem das 6 às 22 horas, mas o serviço pelo telefone 188 funciona 24 horas, todos os dias. “Quem liga fora deste horário, pela madrugada, por exemplo, sempre terá atendimento, porque há equipes em todo o país trabalhando 24 horas, embora nem todos os postos, como o de Mogi, funcionem neste período”, explica a coordenadora do posto de Mogi do CVV, Valdete de Siqueira.

Ela aponta a necessidade de ampliação do quadro de voluntários. “Os participantes conhecerão o trabalho e o que é necessário para se tornar um voluntário. Basta ter acima de 18 anos de idade e disponibilidade de tempo. Haverá estágio e aulas às quartas-feiras e aos sábados. Ao final, se estiverem aptos, se tornarão voluntários”, detalha Valdete.

Segundo ela, o interessado precisa ter disponibilidade não apenas de tempo, mas também emocional, além do interesse contínuo em se autoconhecer. “Estes são pré-requisitos fundamentais e, evidentemente, ter mais de 18 anos. O CVV é muito interessante porque como é um serviço de apoio emocional em que são investidas muitas ferramentas para o autoconhecimento e bem-estar, temos cursos, palestras, reuniões para falarmos sobre autoajuda, sempre procurando o aperfeiçoamento para melhor servir”, destaca a coordenadora.

Ela reforça que o foco no autoconhecimento é essencial para o desenvolvimento de todo o trabalho no CVV. “Aprende-se muito mais do que se ensina. Temos donas de casa, faxineiras, empresários, médicos, entre outros, que são voluntários. Cada um tem a sua motivação e isso é muito particular. Há pessoas que nasceram para servir e outras que estão buscando sua missão. Mas em ambos os casos, o voluntário aprende muito com a pessoa que liga para conversar, assim como com os demais voluntários, que sempre têm um rico histórico de vida”, avalia Valdete. 

É desta forma, segundo ela, que se consegue o apoio e a estrutura emocional necessários para lidar com os problemas relatados por outras pessoas. E há, ainda, uma extensa agenda de cursos, palestras e reuniões semanais. “Eles aprendem a realmente estarem ali, à disposição, para ouvir quem precisa falar, sem julgamentos. Não há limite de tempo e nem de assunto. É uma conversa livre, um desabafo, um diálogo, sobre qualquer tipo de assunto”, frisa. 

A coordenadora lembra que existe a renovação de voluntários devido a saídas por motivos pessoais e mudanças, mas há aqueles com trajetória de mais de 20 anos no CVV de Mogi, que faz parte da regional Caminho do Mar, assim como os postos das cidades de Santos, São Vicente, São Sebastião e região do ABC Paulista.

O trabalho em sistema de plantões acontece na sede do posto, localizada no Alto do Ipiranga, mas após a pandemia, alguns voluntários mantiveram o atendimento de forma remota.

No entanto, como a ligação para o telefone 188 pode ser recebida por voluntários de todo o país, Valdete explica que não há levantamento local do volume de chamadas correspondentes a Mogi. “Não temos estatísticas, mas posso garantir que são muitos atendimentos, seja pelo telefone 188, chat ou email. Alguns postos também atendem presencialmente, mas para isso é necessário ter um número maior de voluntários e estrutura física para garantir o sigilo e anonimato do serviço”, considera a coordenadora.

Para se inscrever no curso preparatório para voluntários, basta enviar email para [email protected] .

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