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Darwin conta as aventuras motorizadas de Padre Alessandro Campos

Apaixonado por carros, as experiências do padre cantor Alessandro Campos com os equipamentos motorizados não têm sido somente mar de rosas.  Ao contrário, há muitas histórias a serem contadas desde que o padre alcançou o sucesso e pôde, finalmente, esquecer as agruras que já passou, ao ter de encarar, a pé, os quase 10 quilômetros […]

Por O Diário
18/06/2021 15h32, Atualizado há 62 meses

Apaixonado por carros, as experiências do padre cantor Alessandro Campos com os equipamentos motorizados não têm sido somente mar de rosas. 
Ao contrário, há muitas histórias a serem contadas desde que o padre alcançou o sucesso e pôde, finalmente, esquecer as agruras que já passou, ao ter de encarar, a pé, os quase 10 quilômetros que separavam a casa de sua família, no distrito de Braz Cubas, para estudar no Seminário Diocesano, à época sediado na Fazenda Tabor, junto à Mogi-Dutra, na Serra do Itapeti.
O caso da pane seca em sua  atual Toyota Hilux, ocorrida no último sábado, na rodovia Ayrton Senna, foi o mais recente episódio envolvendo os carros do padre que, não faz muito tempo, adquiriu uma carcaça de um ônibus da Mercedes Benz e a transformou, após uma reforma supervisionada diretamente por ele, num confortável veículo capaz de conduzir a banda que o acompanha para os mais distantes pontos do País. 
E o que dizer do vídeo em que ele aparece ao lado da avó, quase nonagenária, no interior de uma espécie de bugre, sem capota, percorrendo as trepidantes estradas de sua fazenda, na cidade de Lorena, no Vale do Paraíba?
Mas nenhum desses causos se compara ao que foi vivido por ele e alguns integrantes de sua banda, após uma série de apresentações em algumas cidades do interior do Estado de Minas Gerais. 
Após o derradeiro show, em  São João Del Rey, no circuito das cidades históricas mineiras, o religioso cantor voltava de carro para apreciar melhor as belezas daquela região, quando, ao passar por Tiradentes, teve sua atenção despertada por um Fusca, com a placa “vende-se”, no quintal de um bar, onde ele e seus acompanhantes haviam parado para lanchar.
Foi amor à primeira vista. E bastaram alguns minutos de conversa para que Padre Alessandro adquirisse o carrinho, ano 1972, junto à dona do estabelecimento.
Seus acompanhantes, já impressionados com o que viam, mais assustados ainda ficaram quando o padre anunciou que iria colocar o “Pois É” na estrada, para viajar algumas boas centenas de quilômetros até São Paulo. E lá vieram, ele e mais três integrantes da banda, rumo ao território paulista. 
Mas quem acha que a história terminou por aí, está muito enganado. Afinal, nem tudo foi maravilhoso na viagem de volta do religioso e sua comitiva, confortavelmente instalados dentro do Fuscão preto 72.
Entre muitas dificuldades nos aclives e certa facilidade nas descidas, lá vinham nossos heróis pelas estradas mineiras, quando tiveram de enfrentar a severidade de um policial rodoviário daquele Estado. 
O guarda não pensou duas vezes em aplicar uma multa no novo dono do carro por conta dos pneus carecas do veículo. Mesmo ele sendo padre e famoso.
Apesar de tudo, o carrinho suportou heroicamente o restante do caminho até chegar à propriedade do padre, em Lorena, onde foi deixado para receber uma ampla revisão em seu motor, já bastante “cansado”, além, é claro, de… quatro pneus novinhos em folha.

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