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De Boulos à ‘Mamãe Falei’, grupo contra o pedágio busca apoio de candidatos ao Governo

Independentemente do curso das primeiras ações impetradas pela Prefeitura de Mogi das Cruzes e o jornalista Mário Berti contra a inclusão de Mogi das Cruzes no projeto em licitação para a concessão dos lotes 4 e 5 das rodovias litorâneas, o Movimento Pedágio Não prepara investidas judiciais e acelera os contatos com deputados estaduais e […]

Por O Diário
25/06/2021 08h10, Atualizado há 62 meses

Independentemente do curso das primeiras ações impetradas pela Prefeitura de Mogi das Cruzes e o jornalista Mário Berti contra a inclusão de Mogi das Cruzes no projeto em licitação para a concessão dos lotes 4 e 5 das rodovias litorâneas, o Movimento Pedágio Não prepara investidas judiciais e acelera os contatos com deputados estaduais e os virtuais candidatos a governador do Estado de São Paulo.

Essas medidas precisam ganhar velocidade, conforme adverte o empresário Paulo Boccuzzi, porque a licitação internacional prevê a realização da sessão pública para a entrega de envelopes das empresas e/ou grupos interessados no dia 15 de setembro, um passo decisivo do processo aberto em maio passado.

“Não temos tempo a perder”, resume, afirmando que estão sendo planejadas diferentes medidas judiciais por um grupo de advogados, representantes de parceiros dos movimento, como sindicatos e entidades classistas.

Um encontro, no início desta semana, reuniu lideranças de diversos setores para discutir a ofensiva na Justiça (outras ações com esse objetivo já estão tramitando)

Apesar da aposta na apresentação de irregularidades do projeto que inclui a construção de uma praça de pedágio em Mogi das Cruzes, na rodovia Mogi-Dutra, e uma outra, na cidade vizinha, na Mogi-Bertioga, Boccuzzi avalia que a decisão política poderá ter mais valor para a luta dos mogianos.

Por isso, os 25 deputados mais votados nas cidades de Mogi das Cruzes e Região estão sendo visitados. O objetivo é ampliar a base de pressão ao governador João Doria (PSDB), na Assembleia Legislativa.

Na semana que vem, Boccuzzi e o prefeito Caio Cunha (PODE) deverão percorrer gabinetes desses parlamentares, em busca de apoio à campanha contra o pedágio.

Na semana passada, o alvo foi o ativista e  professor Guilherme Boulos, do PSOL, que esteve em Mogi das Cruzes, e aderiu à bandeira, de maneira formal. No início desta semana, foi a vez de apresentar a proposta ao deputado estadual  Arthur do Val, do Patriota, conhecido pelo pseudônimo “Mamãe Falei”, que também se movimenta para disputar o Palácio dos Bandeirantes, nas eleições do ano que vem.

Aos dois políticos, os representantes do Pedágio Não, apresentaram a inconformidade mogiana com o projeto da Artesp (Agência de Transportes do Estado de São Paulo), e os prejuízos econômicos e sociais previstos com a cobrança do pedágio.

“No mesmo momento que estávamos falando com o Arthur do Val, já apresentou nossa luta ao deputado federal Kim Kataguiri (DEM), que se prontificou a se movimentar ao nosso lado”, disse Boccuzzi. Arthur do Val e Kataguiri se articularam a partir do Movimento Brasil Livre (MBL).
A ideia do grupo é alinhar todas a forças políticas possíveis. “Há alguma resistência, porque sabemos que Mogi é um pouco mais conservadora, mas essas outras linhas políticas podem incomodar o governo atual”, acredita o articulador do movimento. “Nós queremos conversar com todos os partidos porque sabemos que a disposição do estado é manter o pedágio”, resume. 

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