De médico e de músico, Baeta tem muito
O médico Adriano Baeta não se limitou em cuidar apenas da saúde dos seus pacientes neste ano tão complicado de 2020, marcado pela Covid-19. Ele se preocupou em dar um apoio psicológico, utilizando as redes sociais para publicar mensagens de otimismo e esperança. E fez mais: o profissional que é músico, compôs canções dedicadas aos […]
30/12/2020 11h35, Atualizado há 67 meses
O médico Adriano Baeta não se limitou em cuidar apenas da saúde dos seus pacientes neste ano tão complicado de 2020, marcado pela Covid-19. Ele se preocupou em dar um apoio psicológico, utilizando as redes sociais para publicar mensagens de otimismo e esperança. E fez mais: o profissional que é músico, compôs canções dedicadas aos colegas de profissão, a pacientes com câncer, acaba de lançar uma nova melodia chamada “Amor e Paz”, e promete novidades neste 2021.
“Fiz as músicas para mudar um pouquinho o jeito de enxergar as coisas nesse momento tão difícil. Pensei em fazer algo diferente e a única maneira que encontrei para tentar mudar o foco foi através da música e acho que deu certo”, diz o médico instrumentista. Ele toca violão, guitarra, sax, flauta e percussão.
A nova música que fala das marcas deixadas pela pandemia e da importância de união para melhorar o mundo, foi lançada no final de dezembro nas redes sociais do médico. “Amor e Paz é justamente uma mensagem para as pessoas nesse período difícil que passamos”, explica o profissional, entusiasmado com o feedback positivo no seu canal do youtube: dr.adrianobaeta.
A primeira canção, “Soldado do Amor”, dedicada a todos os profissionais da saúde que não medem esforços para salvar as pessoas da Covid-19, foi gravada na pandemia com a participação de Luiz Cunha e Fabiane Radke, e ultrapassou 88 mil visualizações.
A segunda, “Lute pela Vida”, é uma motivação às pessoas com câncer, área de atuação de Baeta, médico ginecologista, mastologista e obstetra, um entusiasta da profissão, que diz encarar o trabalho com leveza, bom humor, e sempre estimulando os seus pacientes a enfrentar a doença com determinação sem se deixar abater. “Sou o médico que traz à vida e aquele que ajuda no renascimento da pessoa com a cura”, diz o especialista na saúde da mulher, com um histórico de 21 anos de trabalho no tratamento do câncer e doenças da mama.
“A paciente não tem que estar com a faca no peito e sim com a faca nos dentes. Não pode ir para a sala de cirurgia chorando, mas sim agradecendo a Deus porque vai sair melhor do que entrou. Tem que encarar o pós-operatório e a cicatriz como uma vitória, uma virada na vida dela. A marca que está lá é para mostrar que está recuperada e vai se curar. Quando tiver que fazer a quimioterapia, não diga que não merece aquilo, não faça assim, tem é que bater no braço e dizer ‘eu mereço cada gota porque ela vai trazer a minha cura”, enfatiza.
Tratamento
Ele afirma que os impactos da Covid-19 nos tratamentos de câncer foram controlados. Segundo ele, para enfrentar os riscos de contaminação, houve uma mudança na estratégia de tratamento dos pacientes, alternando os procedimentos com a inclusão de sessões de quimioterapia e a hormonoteparia para evitar as internações. Admite, no entanto, problemas com o atraso de diagnóstico,o que leva os pacientes a protelarem as consultas.
Para ele, 2021 é uma incerteza em relação à Covid-19, especialmente porque acha que os governantes estão fazendo política com a pandemia, quando o protagonismo deveria ser dos cientistas. “Não desaprovo, posso até tomar a vacina, mas na opinião é um tiro no escuro, pelo fato de ela ter sido feita em caráter de emergência”, opina.
Medicina é privilégio
Nascido em Conselheiro Lafaiete (MG), o médico ginecologista, mastologista e obstetra, Adriano Baeta completa 53 anos neste janeiro. Fez Medicina em Barbacena. Atende no seu consultório, nos hospitais Luzia de Pinho Melo e Santa Maria, em Suzano. Para ele, a Medicina é um presente, que lhe dá a oportunidade e o privilégio de ajudar a salvar vidas, acalmar as pessoas e consolar quando não dá para fazer nada.