De Mogi, o bebê Joaquim não resistiu a doença rara e morre após dois meses de luta
O pequeno Joaquim Kassem Saada morreu na segunda-feira (30) após permanecer quatro semanas internado Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, o InCor, em São Paulo. Ele nasceu em 30 de novembro passado, em Mogi das Cruzes, e se tornou conhecido pela luta empreendida pelas mães dele, Márcia Celine Rocha […]
01/02/2023 11h36, Atualizado há 42 meses
O pequeno Joaquim Kassem Saada morreu na segunda-feira (30) após permanecer quatro semanas internado Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, o InCor, em São Paulo. Ele nasceu em 30 de novembro passado, em Mogi das Cruzes, e se tornou conhecido pela luta empreendida pelas mães dele, Márcia Celine Rocha Saada e Jéssica Bernardes Saada, para conseguir interná-lo em um hospital público de referência.
Uma campanha pelas redes sociais mobilizou diversas pessoas e até mesmo o jogador da Seleção Brasileira de futebol, Richarlison, como O Diário mostrou em janeiro passado (relembre aqui).
Em uma publicação no diário virtual que atualizava sobre a vida de Joaquim, Jessica comunicou o falecimento a amigos e pessoas que se comoveram com a história do bebê que nasceu com uma patologia, não identificada durante o pré-Natal.
O pequeno nasceu em um parto por cesárea, em um hospital particular e teve se ser transferido para o serviço público.
O diagnóstico apontava para uma doença cardíaca complexa chamada Troncus Arteriosus do tipo 1, caracterizada pela má formação ou inexistência de vasos que irrigam o sangue entre o coração e o pulmão.
O parto foi realizado em uma maternidade de Mogi e a família precisou recorrer à Justiça para conseguir uma transferência para um centro público especializado, o que foi conquistado no início de janeiro.
O prosseguimento do tratamento, no entanto, não conseguiu reverter a gravidade do caso. Durante as últimas semanas houve complicações no estado de saúde do valente Joaquim, segundo contou a mãe. Ele faleceu quando completou dois meses de vida.
No Instagram de Jessica Saada é possível acompanhar essa história que marca, ainda, desafios para a identificação precoce e as condições de tratamento de doenças raras na região do Alto Tietê.
Além da luta por um leito público, as mães também buscaram ajuda, por meio de uma Vakinha virtual, para o pagamento de parte dos custos da primeira internação.
O endereço no Instagram é @jessi.saada2306 (acesse aqui), onde um “diário de bordo” contou etapas da história de Joaquim, além de mostrar os agradecimentos da família à ajuda recebida nos últimos dois meses.
Em uma das coroas de flores, uma frase resume a jornada de Joaquim: “Viveste pouco, para viver para sempre”. Ele foi enterrado em Mogi das Cruzes.