Deputado escapa de ficar preso no elevador da Câmara com Kassab
O deputado federal mogiano Marco Bertaiolli (PSD) pode colocar na conta da Covid-19, que o manteve de quarentena, durante os últimos dias, o fato de haver escapado de duas verdadeiras saias justas. A primeira delas, na última quinta-feira (24), foi a incômoda votação do projeto que libera a volta dos cassinos e dos jogos de […]
28/02/2022 10h33, Atualizado há 54 meses
O deputado federal mogiano Marco Bertaiolli (PSD) pode colocar na conta da Covid-19, que o manteve de quarentena, durante os últimos dias, o fato de haver escapado de duas verdadeiras saias justas.
A primeira delas, na última quinta-feira (24), foi a incômoda votação do projeto que libera a volta dos cassinos e dos jogos de azar no País.
Católico praticante e, ao mesmo tempo, defensor do empreendedorismo, como iria se posicionar o deputado diante de uma proposta que a Igreja condena de todas as formas?
Mas pior que isso seria o “mico” de ficar trancado num elevador da Câmara dos Deputados.
Foi o que aconteceu com o presidente do PSD, Gilberto Kassab, ao deixar o prédio, após uma reunião com a bancada. Bertaiolli certamente estaria com ele e também ficaria preso, até a chegada dos bombeiros.
Um filme triste demais
Guaraci Galocha, primeiro vereador mogiano eleito graças ao apoio da Igreja Universal do Reino de Deus, recém-instalada na cidade, incomodava frequentemente o prefeito Waldemar Costa Filho em razão de um lixão que havia se formado no Parque Morumbi, próximo da residência de sua sogra, que também não dava trégua ao genro.
Waldemar, já irritado com a insistência do vereador, mandou filmar o local. Passados alguns dias, chamou Galocha e mais um grupo de vereadores para uma sessão de cinema em seu gabinete.
Um filme traria revelações bombásticas sobre o lixão.
Quando a sessão começou, e o filme passou a ser exibido num telão ali instalado, veio a grande surpresa: lá estava a sogra de Galocha despejando detritos no local.
“Vai levar uma multa, agora!” – anunciou o prefeito diante de um Galocha enrubescido e das gargalhadas dos demais espectadores.
Uma campanha em latim
Gaudêncio Torquato conta que um amigo matuto, certa feita, visitou o Palácio dos Bandeirantes e voltou de lá impressionado.
“Você viu o que o Alckmin (governador da época) mandou fazer?”.
Ele próprio se encarregou de contar. No Salão Nobre do Palácio, o visitante viu o brasão do Estado de São Paulo com uma espada longa ao centro, cercada por dois ramos de café. Tudo isso emoldurado pelo dístico: “Pro-Brasilia fiant eximia” (Façam-se as melhores coisas pelo Brasil).
Com o seus parcos conhecimentos de latim, o amigo traduziu à sua moda:
“Fazendo exame para Brasília”.
Ou seja, Alckmin queria ser presidente da República…