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Deputado questiona Artesp sobre equívocos do pedágio

O membro efetivo da Comissão de Transportes e Comunicação da Assembleia Legislativa, deputado estadual Rodrigo Gambale (PSL), defendeu a inviabilidade técnica da instalação de um pedágio na rodovia Mogi-Dutra, durante encontro virtual com o diretor geral da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transportes (Artesp), Milton Roberto Persoli, ocorrido durante esta semana. A participar […]

Por O Diário
16/09/2021 17h15, Atualizado há 59 meses

O membro efetivo da Comissão de Transportes e Comunicação da Assembleia Legislativa, deputado estadual Rodrigo Gambale (PSL), defendeu a inviabilidade técnica da instalação de um pedágio na rodovia Mogi-Dutra, durante encontro virtual com o diretor geral da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transportes (Artesp), Milton Roberto Persoli, ocorrido durante esta semana.

A participar da reunião com o representante da Artesp, o parlamentar lembrou que a Mogi-Dutra, construída pelo município de Mogi das Cruzes, já foi duplicada com recursos do governo estadual e se encontra atualmente em “perfeitas condições” de trafegabilidade, não se justificando, portanto, a intenção do governo estadual de instalar num trecho inferior a nove quilômetros uma praça de cobrança pelo uso da rodovia.

Gambale foi ainda mais incisivo ao afirmar textualmente para o diretor da Artesp, que diante das condições atuais da Mogi-Dutra, o pedágio poderia ser visto como um instrumento “caça-níquel” de parte do governo para bancar as obras viárias de grande importância que deverão ser feitas na região da Baixada Santista, na rodovia Padre Manoel da Nóbrega. 

O parlamentar fez também referência à existência de um outro pedágio, na rodovia Ayrton Senna, altura de Itaquaquecetuba, que levaria o motorista a pagar duas vezes para percorrer perto de 10 km, o que prejudicaria especialmente as pessoas da região que se deslocam para o trabalho diariamente, ou mesmo aquelas que vindas de São Paulo e outras cidades da região em direção ao Litoral, as quais também terão de passar pelas duas praças de cobrança, “algo desproporcional e injusto”, na visão de Gambale

O deputado fez questão de parabenizar o prefeito de Mogi das Cruzes, Caio Cunha (PODE), pela “luta incansável” visando impedir a instalação do pedágio na Mogi-Dutra. E, por fim, ele cita que a questão do pedágio não será submetida à apreciação da Assembleia Legislativa por se tratar de um decreto do governador João Doria (PSDB), mas que ele, como representante da região, aproveitava a presença do diretor da Artesp para demonstrar a insatisfação geral da região com essa proposta do governo.

Pressionado, o diretor Milton Rabelo Persoli admitiu que o assunto se encontra nas mãos do governador João Doria, a quem caberá a palavra final sobre possíveis alterações no projeto de concessão para a consequente supressão do pedágio na Mogi-Dutra. Persoli é aquele mesmo que, ao anunciar o lançamento da licitação para a concessão das estradas da cidade e da Baixada, garantiu que não haveria pedágio na rodovia Mogi-Dutra. E quando questionado por repórteres, Persoli deixou a entrevista coletiva em busca de mais informações e não mais voltou para dar satisfação aos jornalistas. Afinal, ele estava errado: o pedágio nos dois sentidos da Mogi-Dutra constava do edital que ele próprio havia acabado de anunciar.

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