Diário Logo

Encontre o que você procura!

Digite o que procura e explore entre todas nossas notícias.

Deputados da região devem votar contra a PEC do Voto Impresso

A julgar pela posição assumida por lideranças de diferentes partidos, inclusive integrantes do Centrão, será muito difícil para o presidente Jair Bolsonaro conseguir alterar o sistema de votação por meio da urna eletrônica, que ele vem bombardeando, ainda que sem apresentar provas, desde o início de seu governo. Nesta semana, o presidente do Tribunal Superior […]

Por O Diário
01/07/2021 15h19, Atualizado há 62 meses

A julgar pela posição assumida por lideranças de diferentes partidos, inclusive integrantes do Centrão, será muito difícil para o presidente Jair Bolsonaro conseguir alterar o sistema de votação por meio da urna eletrônica, que ele vem bombardeando, ainda que sem apresentar provas, desde o início de seu governo.

Nesta semana, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Luís Roberto Barroso, obteve o compromisso de presidentes e representantes  de 11 partidos de que irão conversar com suas bancadas para que votem pela rejeição da proposta de emenda constitucional (PEC) do “Voto Impresso”. Entre os partidos participantes de um encontro, sábado último, em Brasília, estavam representantes do PL, de Valdemar Costa Neto e dos deputados federais Márcio Alvino e Katia Sastre, da região, assim como do PSD, de Gilberto Kassab e  do deputado federal mogiano Marco Bertaiolli.

Somadas, as legendas presentes representavam mais de 300 votos na Câmara, quantidade mais que suficiente para rejeitar a PEC.

Os políticos manifestaram confiança na lisura das urnas eletrônicas, contra as quais, até hoje, não se conseguiu comprovar qualquer irregularidade, apesar delas estarem sendo  utilizadas em eleições gerais e municipais, desde que foram implantadas, no final da década de 1990.

O presidente Bolsonaro, no entanto, continua a bombardear diariamente o voto eletrônico no País, atualmente para tentar desviar as atenções dos trabalhos da CPI da Covid-19, que têm provocado um grande desgaste ao seu governo. 
Há quem diga, ao mesmo tempo, que a postura do presidente prepara terreno para um provável questionamento sobre a lisura do pleito de 2022, caso Bolsonaro continue a perder espaço político-eleitoral e venha a ser derrotado pela esquerda ou por eventual terceira via, de centro, que venha a ser lançada. 
Ainda ontem, pela manhã, o presidente voltou a deixar de lado os problemas que envolvem diretamente o seu governo com a compra de vacinas para vociferar contra o voto impresso, afirmando que “se não tiver voto impresso, vamos ter problemas o ano que vem”.

Reclamou da articulação dos ministros do STF contra o assunto, e afirmou que caso o voto auditável não seja implementado no pleito de 2022, “eles vão ter que apresentar uma maneira de ter eleições limpas”. 

Na verdade, o voto já é auditável nas urnas eletrônicas, mas Bolsonaro não se contenta: “Estou me antecipando a problemas”, afirma o presidente, que continua sem apresentar as provas que disse ter, desde o início de seu governo, sobre  irregularidades nas urnas e no voto eletrônico, orgulhos do sistema eleitoral brasileiro.

Mais noticias

Matcha: 3 receitas fáceis para fazer em casa 

5 países com praias paradisíacas para conhecer nas próximas férias

5 erros que podem fazer você desistir da academia

Veja Também