Diretora acusada de maus-tratos se entrega em Itaquá e deve ir para Tremembé
Itaquaquecetuba foi o local escolhido por Roberta Regina Rossi Serme, diretoria e uma das proprietárias da Escola Infantil Comeia Mágica, de São Paulo, para se entregar à Polícia, na noite de quinta-feira (28). A Justiça havia decretado a prisão preventiva da empresária no dia 28 de março passado. A empresária é investigada pela prática de […]
29/04/2022 08h22, Atualizado há 52 meses
Itaquaquecetuba foi o local escolhido por Roberta Regina Rossi Serme, diretoria e uma das proprietárias da Escola Infantil Comeia Mágica, de São Paulo, para se entregar à Polícia, na noite de quinta-feira (28). A Justiça havia decretado a prisão preventiva da empresária no dia 28 de março passado. A empresária é investigada pela prática de maus-tratos e tortura a crianças, após a divulgação de vídeos que mostram, entre outras coisas, crianças amarradas em lenções e no interior de banheiros, em condições de “intensos sofrimentos fisicos e psicológicos”, segundo a denúncia do Ministério Público.
Ela está na Delegacia Central de Itaquaquecetuba e deverá passar por audiência de custódia na manhã de hoje.
A irmã de Roberta, Fernanda Carolina Rossi Serme, foi presa na casa de familiares, no Alto do Ipiranga, em Mogi das Cruzes, após ter a prisão decretada. As irmãs negam a prática criminosa, segundo o advogado de defesa André Dias (veja reportagem)
A expectativa é que Roberta seja transferida para a Penitenciária de Tremembé, no Vale do Paraíba, mesmo destino que teve a irmã, Fernanda.
As suspeitas de maus-tratos e da aplicação de castigo a crianças que choravam ou se recusavam a se alimentar causou revolta, após as imagens e fotografias compartilhadas.
Pedido de habeas corpus impetrados pela defesa das irmãs Serme foi negado.
Fernanda foi detida na casa de familiares, no Alto do Ipiranga, em Mogi das Cruzes, onde, segundo a defesa, a Polícia já havia estado pelo menos 7 vezes – a determinação da prisão preventiva, no entanto, alterou o curso da apuração.
Roberta e Fernanda são indiciadas no inquérito policial que apura maus-tratos a crianças de 1 a 6 anos na unidade de ensino particular de São Paulo. Além das proprietárias, a auxiliar de limpeza, Solange da Silva Hernandes, também é investigada.
Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública, a Polícia Civil cumpriu nesta segunda-feira (25), em Mogi das Cruzes, o mandado de prisão preventiva em desfavor de Fernanda Serme. “O caso segue em investigação, sob sigilo, pela 8ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (CERCO). Diligências seguem em andamento. Mais detalhes serão preservados para garantir autonomia ao trabalho policial”, disse nota da Secretaria de Segurança Pública.
(Matéria em atualização)