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Distrito do Taboão calcula prejuízo de R$ 10 mi por ano com o pedágio

Surgiu de um dos encontros mensais dos empresários que mantêm a Associação Gestora do Distrito Industrial do Taboão (Agestab), com a participação do secretário municipal de Desenvolmento, Gabriel Bastianelli, a ideia de mensurar, na ponta do lápis, os prejuízos que o pedágio no quilômetro 41 da rodovia Mogi-Dutra vai ocasionar ao polo fabril e de […]

Por O Diário
17/07/2021 10h12, Atualizado há 61 meses

Surgiu de um dos encontros mensais dos empresários que mantêm a Associação Gestora do Distrito Industrial do Taboão (Agestab), com a participação do secretário municipal de Desenvolmento, Gabriel Bastianelli, a ideia de mensurar, na ponta do lápis, os prejuízos que o pedágio no quilômetro 41 da rodovia Mogi-Dutra vai ocasionar ao polo fabril e de negócios instalado hoje e formado por cerca de 40 empresas associadas. Há outros empreendimentos que também serão afetados por essa nova despesa prevista na concessão internacional lançada pelo Governo do Estado para as estradas litorâneas, e que inclui Mogi das Cruzes nesse pacote rodoviário.

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Uma estimativa parcial entre 40 empresas foi divulgada nesta semana pela entidade. Apenas no primeiro ano de funcionamento a fatura a ser paga pelo Taboão será alta: pelo menos de R$ 10 milhões.

O valor leva em consideração as despesas extras com os cerca de 4 mil trabalhadores diretos e indiretos e com os prestadores de serviços, que passarão a ter um gasto adicional para no caminho entre a casa e o trabalho.

Esse total de funcionários trabalha nas empresas associadas à Agestab. A maior parte, cerca de 70% são mogianos e residem em bairros que vão obrigar a passagem pelas praças de cobrança do pedágio, nos dois sentidos da Mogi-Dutra.

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Esse valor leva em conta um valor de R$ 5 de pedágio. “O pedágio é ruim em todos os aspectos. Ele não se justifica. O resultado deste projeto será desastroso para o Taboão, para Mogi das Cruzes, para o Alto Tietê e para a Região Metropolitana de São Paulo”, reforça o presidente da Agestab, Osvaldo Baradel.

O empresário destaca que os R$ 10 milhões, mais de R$ 800 mil por mês, aproximadamente R$ 41 mil por dia útil, levam em conta a estimativa de prejuízo gerado nas cerca de 40 empresas associadas à Agestab. Aqui, vale o alerta, o montante real será maior porque apenas duas das principais companhias da região, a GM e a Kimberly Clark (não incluídas nesse estudo) contam com unidades fabris no Taboão e empregam centenas de pessoas.

“Não podemos permitir que o pedágio divida Mogi das Cruzes. O Taboão e parte Mogi das Cruzes ficarão isolados. A produção ficará mais cara. Haverá dificuldades na contratação de mão de obra da própria cidade. A proposta é um contrassenso”, alertou Baradel.

Esse cálculo foi encaminhado à Prefeitura de Mogi e será usado no processo que tenta barrar o pedágio na cidade.

“Os prejuízos não são apenas futuros. O simples anúncio de que o pedágio poderá ser instalado já tem repercutido negativamente entre os investidores, nas empresas que sondavam o Taboão e nos empresários que já estão por aqui, uma vez que começamos a repensar os projetos de expansão”, diz o presidente da entidade, que participa dos movimentos contrários à proposta da Artesp. 

O bairro do Taboão, aliás, foi surpreendido negativamente com a imposição do pedágio antes mesmo de ver atendido um antigo pleito prometido pelo Governo do Estado: uma alça de acesso do bairro à rodovia Ayrton Senna. 

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