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Divergência antecede a limpeza do Tietê, em Mogi

Há um impasse a ser resolvido entre a Associação Amigos do Bairro do Mogilar e a Prefeitura de Mogi, antes do encontro solicitado por representantes do bairro  com o superintendente do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), Francisco Eduardo Loducca, por meio do deputado estadual Marcos Damasio (PL) para a próxima segunda-feira (7), às […]

Por O Diário
03/03/2022 07h24, Atualizado há 54 meses

Há um impasse a ser resolvido entre a Associação Amigos do Bairro do Mogilar e a Prefeitura de Mogi, antes do encontro solicitado por representantes do bairro  com o superintendente do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), Francisco Eduardo Loducca, por meio do deputado estadual Marcos Damasio (PL) para a próxima segunda-feira (7), às 10 horas, em São Paulo, para tratar da limpeza e desassoreamento do rio Tietê, em Mogi das Cruzes.

Para entender melhor o que está acontecendo é preciso recuar no tempo até o início do mês passado, quando um grupo de representantes de secretarias municipais, liderado pelo atual secretário do Meio Ambiente e Proteção Animal, André Saraiva, se reuniu com técnicos do DAEE para discutir a limpeza do rio. 

No encontro, a Prefeitura mogiana, por meio de seus representantes, indicou nove pontos estratégicos para que seja feita a limpeza da calha do rio, possibilitando “a elevação da qualidade do escoamento da água e diminuindo a possibilidade de inundações no entorno do rio”, como aconteceu recentemente. 

Entre os pontos citados, estão a ponte do Rio Abaixo, na Volta Fria; ponte próxima ao Parque León Feffer, na Perimetral; correções de ângulos da foz do ribeirão Ipiranga, do Jundiaí e Lavapés; ponte da avenida Prefeito Carlos Ferreira Lopes, no Mogilar; além da ponte próxima ao Parque Centenário.

A princípio ficou acertado o agendamento de uma vistoria conjunta aos locais de técnicos do DAEE e da Prefeitura de Mogi.  

Na oportunidade,  superintendente do DAEE informou  “já haver uma licitação contratada e que seria possível executar os serviços solicitados em caráter emergencial”. 

O presidente da Associação dos Amigos do Mogilar, ambientalista José Arraes, no entanto, pensa diferente do que foi discutido. Segundo ele, “fazer desassoreamentos em pontos localizados do rio não trazem efeito na vazão, mas somente provoca  a criação de buracos, onde a água ficará com mais profundidade e certamente, tenderá a formar um remanso”.
Arraes diz que isso já foi feito no Tietê, em outras oportunidades, e o objetivo não foi alcançado, que é o de aumentar a vazão da calha. Ele cita que o Tietê é um rio de planície e que todos os lugares citados na conversa inicial com o DAEE merecem e precisam ser desassoreados. Mas para resolver de vez o problema ao longo do curso do rio ele sugere que sejam obedecidos os levantamentos já realizados pelo DAEE (batimetria e ecobatimetria) e que se faça uma limpeza geral, no sentido da montante (cabeceira) para a jusante (foz) do rio. Começando na ponte da avenida João XXIII, no caminho para César de Souza , e seguindo até a foz do ribeirão Ipiranga. 

Dali em diante, há o risco de a solicitação ser glosada pelos técnicos do órgão, já que a limpeza daquele trecho foi feita há três anos.

“Vamos ao superintendente com argumentos baseados nos levantamentos do DAEE que demonstram as seções  com sedimentos acumulados entre 50 mil a 70 mil m³”, diz Arraes, que convidou o secretário Gabriel Bastianelli, de Desenvolvimento Econômico, a acompanhar o grupo na reunião com os técnicos e superintendente do DAEE, na próxima segunda-feira, em São Paulo.

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