Dom Paulo é sepultado na Catedral de Santana, em Mogi
Na manhã desta sexta-feira (3), fiéis se reuniram na Catedral Diocesana de Santana, em Mogi das Cruzes, em uma celebração emocionante para dar o último adeus ao bispo emérito dom Paulo Mascarenhas Roxo, que morreu na quarta-feira (1), aos 93 anos. A missa foi celebrada pelo bispo diocesano dom Pedro Luiz Stringhini e reuniu a […]
03/06/2022 12h19, Atualizado há 50 meses
Na manhã desta sexta-feira (3), fiéis se reuniram na Catedral Diocesana de Santana, em Mogi das Cruzes, em uma celebração emocionante para dar o último adeus ao bispo emérito dom Paulo Mascarenhas Roxo, que morreu na quarta-feira (1), aos 93 anos. A missa foi celebrada pelo bispo diocesano dom Pedro Luiz Stringhini e reuniu a população, além de religiosos vindos até mesmo de outras cidades. Dom Paulo foi sepultado na cripta localizada na entrada da Catedral.
“Dom Paulo sempre foi uma pessoa muito ativa e se manteve assim até o fim. Ele só parou nos últimos 20 dias, quando precisou ficar no hospital. Além de muito atuante, ele foi uma pessoa muito simpática, sempre sorridente e que transmitia uma paz muito grande. Agora, ele fará falta, mas vai continuar intercedendo por nós junto de Deus”, disse Stringhini.
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Nas celebrações realizadas por Dom Paulo, era comum que ele pedisse “toca um Lá” – se referindo a nota musical. Isso acontecia quando ele ia cantar a música “Nossa Senhora”, uma composição de Erasmo Carlos e Roberto Carlos, mas que se tornou um hino entre os religiosos. Durante a missa desta manhã, Stringhini mencionou esse momento e contou que nos dias em que Dom Paulo esteve internado, essa música era cantada com ele no hospital. “E Nossa Senhora lhe deu a mão, o ajudando a cruzar serenamente o linear da casa do Pai”, afirmou o bispo diocesano.
Stringhini lembrou ainda outros fatos marcantes sobre a vida de Dom Paulo, como a atuação dele como professor da Faculdade Paulo VI, instituição que ele inaugurou em fevereiro de 1994 e que tem uma biblioteca que leva seu nome.
“A Diocese está completando 60 anos e ele ficou 32 anos aqui, o que representa mais da metade da vida da Diocese. Foram 15 anos de atuação como bispo diocesano e outros 17 anos como bispo emérito. E o que vamos sempre lembrar é de todo o trabalho que ele fez e a pessoa dele, uma pessoa maravilhosa, que viveu bastante e que transmitiu muito”, ressaltou Stringhini.
O religioso lembrou ainda que Dom Paulo, enquanto bispo diocesano, desempenhou muito bem tudo aquilo que era de sua competência, desde cuidar dos padres e das paróquias, até o relacionamento com as instituições e as pessoas de baixa renda.
Ao final da celebração desta manhã, o caixão com o corpo de Dom Paulo foi levado pelos religiosos para a entrada da Catedral e sepultado na cripta.
Dom Paulo começou a ser homenageado na manhã de quinta-feira (2), quando foram celebradas seis missas ao longo do dia. Elas foram realizadas por sacerdotes da Diocese. Durante os intervalos das celebrações, grupos ainda se reuniram para rezar o terço. Nesta sexta-feira, a Catedral também foi palco da Alvorada do Divino, às 5 horas, para que depois, às 9 horas, tivesse início a missa exequial.