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É preciso preservar a lei que está sendo positiva para Mogi

De tempos em tempos, sempre que se denota alguma facilidade, como sinais de fragilidade na defesa da cidade, o assunto volta a ser discutido. Mais uma vez, está se falando em alterações na Lei Mogi Mais Viva, uma legislação que está funcionando bem e que, por isso mesmo, merece ser preservada. Em vigor desde os […]

Por O Diário
28/10/2022 07h07, Atualizado há 45 meses

De tempos em tempos, sempre que se denota alguma facilidade, como sinais de fragilidade na defesa da cidade, o assunto volta a ser discutido. Mais uma vez, está se falando em alterações na Lei Mogi Mais Viva, uma legislação que está funcionando bem e que, por isso mesmo, merece ser preservada.

Em vigor desde os tempos do prefeito Marco Bertaiolli , a lei pode ser considerada uma das maiores conquistas da cidade na área da urbanidade.

Seus benefícios são muitos, não ficando apenas no ordenamento do uso espaço público pela publicidade. Eles vão muito além da melhoria do visual e da paisagem urbana. Isso torna a cidade muito mais atrativa, num momento em que o seu crescimento natural atrai para cá os olhares de investidores do setor econômico, que buscam locais onde possam viver com qualidade, nas regiões onde vão instalar seus negócios.

Há tempo que a qualidade de vida das cidades se tornou atrativo fundamental para atrair investimentos. E não será com as vias públicas empasteladas por placas, totens e outdoors, como ocorria no passado, que Mogi irá se apresentar aos olhos daqueles que buscam uma cidade “mais viva” para viver com suas famílias.

Os argumentos de que a cidade poderá ganhar mais com um duvidoso aumento da atividade comercial impulsionada por placas, faixas e outdoors são frágeis. O montante geral do orçamento municipal pode, isso sim, sofrer redução em função da desestruturação que as mudanças na Lei Mogi Mais Viva poderá causar, como dizem especialistas.

O urbanista e professor Valter Caldana lembra, por exemplo, que uma legislação como essa “é um sistema complexo, coerente e equilibrado, composto de várias partes. Por isso, mexer em uma delas poderá desequilibrar todo o sistema”. Sem contar que ao se abrir a porteira das mudanças, por menores que possam ser, a boiada certamente acabará passando e deixando para trás o seu rastro na paisagem urbana, atualmente muito mais organizada que no período anterior à lei.

Seria muito mais interessante que, em lugar de tentar mudar o que está funcionando – e funcionando bem –, certos setores da comunidade, permanentemente interessados na desestruturação da Lei Mogi Mais Viva, se unissem para ajudar a resolver problemas urbanos, como diz Caldana, de real importância, como a situação das calçadas estreitas e esburacadas, com postes que empurram o pedestre para o meio de tráfego de veículos; a necessidade de se enterrar a fiação para retirada desses verdadeiros trambolhos; maior cuidado com o mobiliário da cidade; e, principalmente, a arborização de vias e praças, muitas delas, verdadeiros monumentos de concreto.

O momento é de fazer funcionar o que funciona mal ou não funciona. O fim de ano está aí e não se vê ninguém falando em preparar a cidade para torná-la mais atrativa aos consumidores. E aí, a pequena Guararema volta a dar exemplo de como a ação do poder público junto com a comunidade consegue levar para lá milhares de turistas no período das compras de final de ano.

Por aqui, o que se busca, ao contrário, é retroagir com uma lei que deveria ser encarada como uma vitória para a cidade e não como um empecilho a interesses pessoais, como alguns acreditam e querem fazer crer.

 

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