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Economistas apontam planejamento como base da organização financeira

Quando um novo ano se inicia, junto aos desejos de coisas boas, muitas pessoas buscam concretizar mudanças e melhorias em suas vidas. A organização financeira – com um melhor controle dos gastos e o uso correto do dinheiro – pode ser uma delas. O economista Arcilio Ruzzi, entretanto, alerta: este não é o melhor momento […]

Por O Diário
15/01/2021 15h25, Atualizado há 60 meses

Quando um novo ano se inicia, junto aos desejos de coisas boas, muitas pessoas buscam concretizar mudanças e melhorias em suas vidas. A organização financeira – com um melhor controle dos gastos e o uso correto do dinheiro – pode ser uma delas. O economista Arcilio Ruzzi, entretanto, alerta: este não é o melhor momento para traçar esta meta. 

“No começo do ano você já tem muito o que pagar, IPTU, IPVA e matrícula na escola. Por isso, é importante que você se organize ao longo de todo o ano e guarde uma quantia de sua verba em uma poupança, para que ela possa render durante o decorrer dos meses. Desta forma, você não vai ser pego desprevenido quando o ano começar”, orienta.

O especialista diz que já é de conhecimento geral que poupar dinheiro não é um costume do brasileiro, mas que esta prática deveria mudar. Passada esta época de pagamento de impostos, ele acredita ser o momento ideal de pensar nessa organização. Além disso, ressalta que é importante que cada pessoa analise suas condições e as contas que tem para pagar, já que as situações mudam em cada caso.

“Durante toda a minha vida profissional eu conheci apenas uma família que já fazia as coisas de maneira coerente. Eles traçavam uma meta em janeiro, tinham um caixa comum e durante todo o ano poupavam o dinheiro para conseguir alcançar o objetivo. Mas nós sabemos que o brasileiro é imediatista, consumista”, lamenta.

Em resumo, as principais orientações do especialista para este início de ano, a fim de se manter organizado também nos próximos meses, são: quitar as dívidas já existentes, não se deixar levar pelo cheque especial – o que pode se tornar uma bola de neve –, usar o cartão de crédito consciente e sem estourar o orçamento mensal, além de entender seu orçamento, para que os gastos não superem os ganhos e para identificar a melhor modalidade de investimento na hora de poupar.

 

Pandemia

Com a chegada do novo coronavírus no Brasil e no mundo, 2020 foi um ano atípico e difícil. A economia foi um dos mais afetados e, por isso, o economista Luiz Edmundo de Oliveira Moraes afirma que este é o momento para que todos estejam atentos à organização financeira e que se esforcem para gastar menos e ganhar mais.

Dentro desta orientação, ele entende que encontrar formas de aumentar a renda mensal pode ser o mais difícil, mas acredita que tudo integra um ciclo. Isso porque quando a pessoa começa a ter a real noção do quanto ganha e do quanto quer gastar, ela começa a pensar em maneiras de aumentar esse ganho.

“Estamos vivendo um ano peculiar, uma crise sanitária com consequências econômicas gravíssimas e nosso entorno é pouco promissor. Então, estamos em uma época em que as oportunidades estão diminuindo. Ainda assim dá para buscar ser criativo”, diz.
Moraes dá como exemplo a crise econômica nos Estados Unidos, no início dos anos 2000. Na época, as pessoas tinham casa e não tinham como arcar com os custos, assim como acontecia com os carros. Desta forma, surgiram os sites de locação temporária de imóveis para turistas e os serviços de motorista por aplicativo. “Isso foi e ainda tem sido a tábua de salvação para muita gente. Desde o início da pandemia temos pessoas se reinventando, como as costureiras que estão fazendo máscaras e as pessoas que começaram a fazer comida para vender. A gente tem que buscar essas inovações para aumentar a renda ou diminuir a queda, pelo menos”, ressalta.

O outro lado da organização financeira vem na diminuição dos gastos. Esta é a parte “menos difícil”, segundo o especialista. Para isso, é importante que haja uma divisão entre os gastos fixos – que são aqueles que não há a possibilidade de mexer, como o aluguel –, os obrigatórios – que são aqueles que não dá para eliminar, mas dá para diminuir, como conta de água e luz – e aqueles que você pode eliminar.

 

Guias de Tributos
Fique atento!

A Prefeitura de Mogi das Cruzes disponibilizou, desde o dia 8, as guias para pagamento dos tributos mobiliários (Taxa de Fiscalização e Instalação, Taxa de Publicidade e ISS Fixo) de 2021 na internet. As guias podem ser impressas por meio do site da Administração Municipal e pagas na rede bancária. Basta informar o número do cadastro e o CPF ou CNPJ. Desde 2019 o município não emite mais carnês físicos.

 

Empréstimo pode ajudar

Visto anos atrás como um vilão e possibilidade de endividamento, o empréstimo pessoal passou a ser alternativa válida para aqueles que desejam acabar com as dívidas. Isso por conta da queda na taxa de juros, que segundo o economista Luiz Edmundo de Oliveira Moraes, é a menor dos últimos 20 anos.

“De fato a gente tem que eleger nossas dívidas em função da taxa de juros que é corrigida, aquelas com juros mais alto deixar como prioritária e aquelas que têm juros menor como secundária”, explica.

O economista Arcílio Ruzzi concorda e dá exemplos como o cheque especial e a fatura do cartão de crédito, dívidas que precisam ser quitadas o quanto antes. Caso isso não aconteça, os juros são altos e os gastos podem aumentar, formando uma bola de neve. Por isso, o empréstimo pode ser uma saída para que seja feito o pagamento dessas dívidas que muitas vezes já vê do ano anterior.

Para a utilização desses ‘facilitadores’, Ruzzi orienta a análise de critérios. Com o cheque especial é preciso observar se será possível cobrir o que foi utilizado em poucos dias. Já com o cartão de crédito é preciso saber se haverá condições de pagar a fatura por completo no dia do vencimento. 

“Tem pessoas que pensam que vão pagar o mínimo da fatura do cartão e no mês seguinte ‘se vira’, mas não é isso o que acontece. Se está devendo o cartão, negocie. Se está devendo o cheque especial, conversa com o gerente. É necessário fazer planilha e projetar gastos com cartão, para ter noção daquilo que vai entrar e daquilo que vai sair”, recomenda. 

 

Dicas para pagar as dívidas 

– Caso a pessoa tenha o dinheiro para pagar o IPVA à vista, a orientação é fazer os cálculos para saber se vale a pena quitar desta forma para aproveitar o desconto ou se vale a pena parcelar para que o dinheiro continue rendendo, caso esteja aplicado em uma poupança;

– Se, por conta do orçamento, a única possibilidade for o parcelamento é importante que não haja atraso nos pagamentos, para que não sejam cobrados os juros. O IPVA pode ser pago em, no máximo, três prestações;

– A dica para analisar se vale a pena aproveitar o desconto do pagamento à vista vale também para o IPTU;

– No parcelamento do imposto que diz respeito aos imóveis há uma diferença. Em Mogi das Cruzes, por exemplo, ele pode ser feito em até 10 vezes. Por isso, o pagamento pode ser incluído como uma despesa ao longo de todo o ano para que não tenha atrasos;

– Em um cenário mais crítico, onde não há verba para o pagamento mesmo parcelado, um empréstimo pessoal pode ser uma opção, já que os juros são mais baixos do que os que seriam cobrados pelo não pagamento dos impostos;

– Para efetuar o pagamento dos impostos é importante não se endividar com outras cobranças que saíram muito mais caras, como é o caso do cheque especial

 

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