Eleições municipais do próximo ano usarão urnas eletrônicas pela 8ª vez
As eleições municipais do próximo ano serão marcadas por algo mais que as escolhas de prefeitos e vereadores pelo voto direto. Será também o oitavo pleito desse tipo a utilizar as urnas eletrônicas. O primeiro foi em 1996, quando o moderno sistema de votação foi implantado no País, sob a expectativa de muitos eleitores, cansados […]
15/02/2023 10h52, Atualizado há 42 meses
As eleições municipais do próximo ano serão marcadas por algo mais que as escolhas de prefeitos e vereadores pelo voto direto. Será também o oitavo pleito desse tipo a utilizar as urnas eletrônicas.
O primeiro foi em 1996, quando o moderno sistema de votação foi implantado no País, sob a expectativa de muitos eleitores, cansados de saber notícias sobre fraudes ocorridas, e quase nunca provadas, durante o arcaico processo manual de apuração dos votos.
A utilização das urnas eletrônicas foi um grande sucesso conseguindo, em apenas algumas horas, computar todos os votos da eleição, algo que chegava a levar dias ou até semanas pelo processo de contagem manual.
Desde então, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que teve a audácia de bancar o novo sistema, totalmente desenvolvido por técnicos brasileiros, vem conseguindo aprimorar cada vez mais as urnas eletrônicas e reduzindo também os períodos de votação e apuração dos sufrágios.
Nesse tempo, em que aconteceram outras eleições para presidente, governadores, senadores e deputados federais e estaduais, nada que desabonasse o uso dos equipamentos foi provado, ainda que muitos insistissem em ver fantasmas no novo sistema.
E nem mesmo a verdadeira frente de batalha aberta pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para tentar desacreditar a eficiência e seriedade das urnas eletrônicas, conseguiu alterar a credibilidade do sistema.
O boquirroto Bolsonaro muito falou, mas nada provou sobre as tais “irregularidades” por ele apontadas.
E no próximo ano, segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), somente no estado de São Paulo, mais de 30 milhões de eleitores, distribuídos por 645 cidades, deverão comparecer para votar e escolher seus candidatos nas urnas eletrônicas, cujo sucesso está baseado nove princípios básicos: fácil de usar e transportar; autossuficientes para funcionar em qualquer local, com qualquer infraestrutura disponível; segura, sem precisar ser vigiada; desconectadas de qualquer rede, com ou sem fio; autônoma em seu funcionamento com relação à vontade do operador, que pode apenas seguir os comandos exibidos na tela; integradas em um único equipamento (monobloco); desenhadas de modo que a eleitora e o eleitor tenham acesso apenas ao teclado e à tela da votação; todas as interfaces de conexão e os indicadores de funcionamento da urna devem ficar nas laterais ou na sua parte traseira. Essas são faces públicas do equipamento e devem ficar expostas a todos os presentes na seção eleitoral; além disso, a máquina é resistente, isto é, capaz de suportar diferentes condições de clima, armazenamento e transporte.
Detalhes importantes lembrados pela Justiça Eleitoral paulista: entre 1996 e 2022, período em que o eleitorado brasileiro votou em 15 eleições, 13 modelos de urnas eletrônicas foram utilizados. Cada versão incorporou melhorias, como novos recursos de acessibilidade, a exibição da foto de candidatas e candidatos, o Registro Digital do Voto (RDV), hardware criptográfico e leitor biométrico, entre outras.
O modelo mais recente da urna (UE 2020), usado pela primeira vez nas Eleições 2022, tem processador 18 vezes mais rápido que o da antecessora (UE 2015). Conta, ainda, com tela sensível ao toque no terminal do mesário e certificação de criptografia do hardware de segurança com base nos requisitos da Infraestrutura Pública de Chaves Criptográficas (ICP-Brasil).