Eleição na Câmara de Mogi já foi decidida no palitinho
A campanha para presidente da Câmara de Mogi das Cruzes, em 1990, foi disputada como nunca e acabou tendo um final ainda mais inusitado ainda. Os vereadores José Antonio Cuco Pereira e Norberto de Camargo Mangueira Engelender eram os candidatos na eleição que terminou empatada. Como não havia outro jeito para se definir o vencedor, […]
07/11/2021 09h35, Atualizado há 58 meses
A campanha para presidente da Câmara de Mogi das Cruzes, em 1990, foi disputada como nunca e acabou tendo um final ainda mais inusitado ainda.
Os vereadores José Antonio Cuco Pereira e Norberto de Camargo Mangueira Engelender eram os candidatos na eleição que terminou empatada.
Como não havia outro jeito para se definir o vencedor, os envolvidos decidiram optar por uma saída salomônica.
O impasse seria resolvido da seguinte forma: dois pedaços de papel com os nomes de Cuco Pereira e Mangueira Engelender foram colocados dentro de um chapéu e o funcionário Odair Teixeira da Silva, o “Dadá”, foi chamado para retirar um deles.
E acabou dando Cuco na cabeça (ou no chapéu), na primeira eleição da história da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes decidida por meio de um sorteio.
A inflação dos ovos
Contava o falecido Gilberto Moro que, certa vez, o deputado estadual mogiano Mauricio Najar, um dos mais privilegiados tribunos da cidade, foi parar em Areias, uma pequena cidade do chamado Fundo do Vale do Paraíba, em campanha para continuar na Assembleia.
Nas visitas que fez a vários cabos eleitorais da cidade, não houve quem ousasse oferecer um almoço para o parlamentar, que fazendo jus às origens, resolveu comer alguma coisa num único boteco aberto na região central de Areias, naquele início de tarde de domingo.
Najar pediu, então, seis ovos fritos para ele e seus acompanhantes.
E reagiu assim, ao receber a conta de 300,00 pelos ovos:
“Ovos, aqui, são difíceis de encontrar?”. “Não, doutor, ovo é fácil”, respondeu o dono do boteco, lustrando o balção com um pano de coloração duvidosa, e emendando: “ Difícil de encontrar por aqui é deputado estadual…”
Pancadaria na piscina
O mineiro Aureliano Chaves, amigo de muitos mogianos como o ex-vereador Tarcísio Damásio, mineiro como ele, era um desportista.
Ele costumava nadar, todas as manhãs, na piscina do Palácio das Mangabeiras, quando era governador do estado de Minas Gerais.
Durante a natação, praticava um preceito da ioga que consiste em ficar em posição de “lótus” no fundo da piscina, pelo tempo que seu pulmão suportasse a respiração presa.
Certo dia, um sentinela, desavisado do esporte, ouviu, de costas, o barulho do governador se atirando na piscina e depois o silêncio.
Achou que Aureliano havia se afogado.
Largou a baioneta, tirou o capacete e caiu n’água para salvar sua excelência.
Deixou a piscina debaixo de porrada de Aureliano, que achou estar sendo vítima de um atentado.