Em Mogi, Semae reajusta 36% das contas em setembro e as demais em outubro
O reajuste de 12,8%, anunciado no último dia 12, começará a incidir nas faturas geradas pelo Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) de Mogi das Cruzes a partir desta segunda quinzena para 36% das ligações da cidade, cuja leituras de consumo começaram após a data da publicação do decreto que autorizou o realinhamento dos […]
18/08/2022 17h35, Atualizado há 48 meses
O reajuste de 12,8%, anunciado no último dia 12, começará a incidir nas faturas geradas pelo Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) de Mogi das Cruzes a partir desta segunda quinzena para 36% das ligações da cidade, cuja leituras de consumo começaram após a data da publicação do decreto que autorizou o realinhamento dos índices de reajuste. Para esse setor, a nova tarifa virá já na conta de setembro.
Para os outros 64% o valor reajustado virá na conta de outubro, porque a conferência feito pelos leituristas já havia sido feita antes do decreto pela Prefeitura de Mogi. Para esses consumidores as contas de setembro ainda vêm com o valor antigo, já que na data da leitura ainda valia a tarifa antiga.
“Não se trata de uma divisão de famílias para critérios de cobrança, mas de uma organização da autarquia para leitura das quase 160 mil ligações individuais da cidade. O município é muito grande, o que exige que o trabalho seja feito em lotes”, esclarecem o Semae em nota.
Realinhamento
O aumento de 12,8% nas faturas de água e esgoto serão cobradas dos 145 mil consumidores residenciais e comerciais da cidade. O último reajuste ocorreu em julho do ano passado, quando o índice foi de 9,3%, e começou a valer em setembro daquele ano.
A correção nos valores das tarifas segue o índice de correção aplicado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) desde maio deste ano e que foi aprovado pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp).
Do total de água distribuída pelo Semae em Mogi, 60% são produção própria da autarquia, a partir da captação no Rio Tietê, e 40% são comprados da Sabesp – só no primeiro semestre deste ano, o custo para aquisição de água da estatal foi de R$ 23.186.324,09.
De acordo com a autarquia o realinhamento nos índices também, vai reduzir o impacto provocado pela elevação de mais de 30% nos custos registrados neste primeiro semestre de 2022 nos insumos utilizados para manter o saneamento básico na cidade.
Mesmo com o reajuste, a empresa de saneamento municipal alega que “os valores pagos pelos mogianos continuam sendo os mais baratos de todo o Alto Tietê”.
Os números divulgados pelo Semae demonstram que, de janeiro a junho do ano passado, foram destinados R$ 4.886.956,80 para custear os produtos químicos empregados no tratamento da água distribuída e do esgoto coletado. No mesmo período de 2022, a despesa foi de R$ 6.410.917,69, que resulta na diferença de R$ 1.523.960,89 nos primeiros seis meses de 2021, o que representa um aumento de mais de 30% no orçamento.