Em Mogi, só 35,5% das crianças estão com todas as vacinas em dia
Em Mogi das Cruzes apenas 35,5% estão com a cobertura vacinal completa, o que representa 7.316 crianças de 1 a 4 anos em um município com uma população de 20.610 nessa faixa etária. Os números foram levantados pela Secretaria Municipal de Saúde, que prepara uma nova campanha imunização na área central, no Pró-Hiper e em […]
16/09/2022 15h20, Atualizado há 46 meses
Em Mogi das Cruzes apenas 35,5% estão com a cobertura vacinal completa, o que representa 7.316 crianças de 1 a 4 anos em um município com uma população de 20.610 nessa faixa etária. Os números foram levantados pela Secretaria Municipal de Saúde, que prepara uma nova campanha imunização na área central, no Pró-Hiper e em Jundiapeba para o sábado da próxima semana (24).
A ação deveria ser realizada neste sábado (17), mas a Prefeitura decidiu adiar a data por causa da previsão de chuvas neste fim de semana. A Pasta de Saúde esclarece que os detalhes sobre o esquema de imunização ainda serão divulgados.
Os índices que mostram a baixa cobertura vacinal são preocupantes especialmente diante da notícia de encontro do vírus da paralisia infantil nos Estados Unidos, o que serviu de um duro alerta sobre os riscos da volta da doença já erradicada há muitos anos. A situação se torna ainda mais grave porque os números de baixa adesão da vacina contra a poliomielite e de outras doenças são registrados em todo o País, onde até a semana passada, menos de 40% do público alvo ter sido imunizado.
Todas as vacinas do calendário básico de vacinação de crianças e adolescentes apresentam baixas coberturas em Mogi. A gestão alega que nunca o município registrou uma adesão tão baixa e observa que os índices insuficientes têm sido registradas há pelo menos cinco anos com a diminuição na demanda, tanto em campanhas quanto nas vacinas de rotina.
A explicação para isso, de acordo com a Saúde, é de que possivelmente, no caso da vacina contra a paralisia infantil, haja um descrédito na doença e na possibilidade de seu retorno, já que muitos pais das novas gerações não conheceram a doença, ausente no Brasil há mais de 30 anos; além de considerar movimentos antivacinas, dentre outras possíveis razões.
Para ampliar a vacinação e mudar esse quadro, o Município esclarece que está solicitando o apoio da Secretaria Municipal de Educação para repassar informações aos alunos, além da divulgação da mídia e da vacinação realizada em bairros distantes. Outra estratégia adotada é a aplicação da vacina contra pólio para crianças de 3 e 4 anos que são agendadas para a Covid-19, evitando retorno.
A Prefeitura também observa que realizou vacinação em horário noturno e sábado, lembrando que na campanha do dia D em 20 de agosto, abriu as UBS e USF das 8h às 17h, além do atendimento contínuo durante a semana em todos os postos.
Pólio
Sobre a possibilidade de caso de paralisia como o americano, a Secretaria de Saúde confirma que o Brasil está listado entre os países de alto risco para reintrodução do vírus devido às baixas coberturas vacinais e o aumento do trânsito de visitantes de outros países.
Também esclarece que em apenas 1% dos casos ocorre a paralisia dos membros da pessoa infectada; portanto, quando há um caso com poliomelite identificado, pode haver vários outros casos não diagnosticados. Alguns podem ser assintomáticos ou ter sintomas de uma virose em geral, mas a transmissão ocorre normalmente.
A pasta reforça que a vacinação é a única maneira de evitar este retorno e contribuir para diminuição da circulação do vírus no ambiente, sendo capaz de proteger mesmo as crianças não vacinadas quando há coberturas vacinais adequadas acima de 95%.
O último caso de poliomielite no país foi registrado em 1989 na Paraíba e o último caso na América em 1991, no Peru. Em 1994 o Brasil e as Américas ganharam o certificado de Eliminação da Poliomielite, motivo pelo qual o retorno de casos em vários países e por último, nos Estados Unidos, é extremamente preocupante.