Diário Logo

O Diário Logo

Escola de Artes Ousadia é furtada no Centro de Mogi

Em plena luz do dia, um espaço cultural localizado no Centro de Mogi das Cruzes foi furtado nesta semana. Entre as 9 e às 12 horas da quarta-feira (21), alguém invadiu a Escola de Artes Ousadia, ao número 7 da Rua Nossa Senhora do Carmo, arrombou duas portas e levou um violão, uma caixa de […]

22 de setembro de 2022

Reportagem de: O Diário

Em plena luz do dia, um espaço cultural localizado no Centro de Mogi das Cruzes foi furtado nesta semana. Entre as 9 e às 12 horas da quarta-feira (21), alguém invadiu a Escola de Artes Ousadia, ao número 7 da Rua Nossa Senhora do Carmo, arrombou duas portas e levou um violão, uma caixa de som, uma camisa e uma máquina de cortar cabelos. Um boletim de ocorrência foi registrado, e o prejuízo é estimado em aproximadamente R$ 1 mil.

“O espaço fica bem pertinho da Escola Estadual Dr. Washington Luis, onde eu e meu marido damos aula, então a gente sempre vai almoçar lá. Quando deu 12h10 e chegamos, meu marido viu que tinha um paletó no chão, uma das peças do nosso bazar. Então ele abriu o portão, mas já alerta para qualquer coisa que pudesse ter acontecido”, conta Erika Capella, representante do Ousadia. 

Eles entraram, pela porta da cozinha, e a encontraram arrombada, com marcas de chutes. “A pessoa chutou a porta várias vezes, até que estourou o batente. Temos um brechó, com peças doadas por amigos nossos para que possamos vender e ter dinheiro para pagar as contas. Deste espaço, foram levadas coisas pequenas: um cortador de cabelo que estávamos vendendo a R$ 10 e uma camisa nova”. 

Além disso, na parte de cima da casa, levaram o violão usado em todas as apresentações e saraus. “Toda as vezes que alguém ia cantar, deixávamos o violão à disposição, porque espaços como o nosso não têm muitos recursos, mas o violão acabava sendo um instrumento muito importante para nós, por ser versátil”, continua Erika.

O instrumento estava avaliado em aproximadamente R$ 350,00. “Nossa sorte é que um dos quartos estava trancado, porque uma moça, parceira nossa que faz tatoo, utiliza lá. Ainda bem que não invadiram a sala dela”.

De volta à parte de baixo do imóvel, outra perda foi registrada. Uma porta recém-instalada, que protegia com um cadeado o que o grupo chama de “caixa preta”, que é o ambiente preparado para os espetáculos teatrais, foi também arrombada. De lá, levaram uma caixa de som nova, que foi comprada em julho último e custou R$ 750,00. 

“Era uma caixa de som da Mondial, que tínhamos comprado recentemente. Antes, usávamos caixas emprestadas, de amigos, mas precisávamos comprar a nossa. Guardamos dinheiro para isso, compramos, e agora a perdemos”, lamenta Erika.

“Isso é horrível, chegar e se sentir invadido, o sentimento de alguém que chuta sua porta com agressividade. Apesar de não terem bagunçado ou sujado o espaço, depredaram duas portas e levaram nossas coisas, que agora vamos tentar recuperar”, diz ela, para finalizar lamentando a sensação de insegurança. 

“É muito ruim. Nossa casa é antiga, tem personalidade, e por isso gostamos dela e alugamos. Sabemos que é vulnerável, e agora vamos ter que tomar providências, colocar câmeras, grades e sei lá mais o quê. Um espaço de cultura, que defende a liberdade artística e de expressão, tem que se transformar em um lugar cercado para manter a segurança. Isso vai contra o que a gente preza e acredita”.

Durante a tarde de quarta-feira (21), Erika recebeu a polícia militar na Escola de Artes Ousadia, para uma verificação do local. Na noite da quinta-feira (22), ela abriu um boletim de ocorrência eletrônico, e no Instagram, compartilha fotos dos prejuízos.

Veja Também