Escola de Arujá registra caso de agressão contra aluno homossexual
Uma semana após a Escola Estadual Galdino Pinheiro Franco, no distrito de Braz Cubas, em Mogi das Cruzes, registrar um caso de agressão por transfobia contra uma aluna de 16 anos, outro caso semelhante se tornou público. Desta vez, a violência ocorreu em uma unidade de ensino de Arujá, a Escola Estadual Ana Maria de […]
15/02/2022 15h16, Atualizado há 54 meses
Uma semana após a Escola Estadual Galdino Pinheiro Franco, no distrito de Braz Cubas, em Mogi das Cruzes, registrar um caso de agressão por transfobia contra uma aluna de 16 anos, outro caso semelhante se tornou público. Desta vez, a violência ocorreu em uma unidade de ensino de Arujá, a Escola Estadual Ana Maria de Carvalho Pereira, contra um adolescente de 18 anos.
A informação que circula nas redes sociais é que o rapaz foi “vítima de ataque homofóbico” no último dia 8, terça-feira. Segundo o relato, “por ser homossexual” ele teria sido agredido por “cinco rapazes até apagar”.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) teria sido acionado e o socorrido para um hospital. A princípio, o rapaz teria que ficar de cama para se recuperar das sequelas.
O Diário fez contato com a vítima, que mesmo maior de idade tem a identidade preservada aqui. Por enquanto ele não registrou boletim de ocorrência.
De fato, a Secretaria Estadual de Segurança Pública não tem conhecimento sobre o caso: “nenhum registro foi localizado pela Polícia Civil”, informou a pasta a este jornal.
Assim como no caso da Escola Galdino Pinheiro Franco, de Mogi, a reportagem também procurou a Secretaria Estadual de Educação, que reconhece o episódio de violência.
Em nota enviada na noite desta segunra-feira (14), a pasta diz que “a direção da escola, assim que tomou conhecimento do caso, registrou um boletim de ocorrência” e está “prestando total apoio à família do estudante, além de disponibilizar atividades para serem realizadas” até que ele “retorne a escola”.
O texto continua destacando a participação do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva). “A equipe do Conviva, programa de convivência e segurança da Seduc-SP, foi acionada para dar suporte à comunidade escolar e um representante esteve na escola ontem (13) e hoje (14). O caso foi registrado no Placon, sistema do programa que tem como principal objetivo monitorar a rotina das escolas da rede estadual”.
Por fim, consta na nota a informação de que “o caso seguirá sendo apurado pela Pasta, assim como pela Diretoria de Ensino de Jacareí e pela direção da escola”.
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc- SP) frisa que “repudia toda e qualquer forma de agressão dentro ou fora do ambiente escolar”.