Estado já tem interlocutor, se optar por desistir do pedágio
A reportagem de ontem do jornal O Globo, do Rio, mostrando as negociações entre o clã Bolsonaro e Valdemar Costa Neto, para que a cúpula do poder central se transfira, de mala e cuia, para a legenda do PL, trouxe outra informação inédita e ainda desconhecida por muita gente. Segundo a publicação, o PL já […]
22/10/2021 19h52, Atualizado há 58 meses
A reportagem de ontem do jornal O Globo, do Rio, mostrando as negociações entre o clã Bolsonaro e Valdemar Costa Neto, para que a cúpula do poder central se transfira, de mala e cuia, para a legenda do PL, trouxe outra informação inédita e ainda desconhecida por muita gente.
Segundo a publicação, o PL já havia acertado uma aliança com Rodrigo Garcia (PSDB) para dar apoio à sua candidatura a governador de São Paulo, que é apoiada também pelo governador João Doria Júnior (PSDB).
Isso significa que Garcia pode ter à sua frente o caminho, caso realmente queira negociar com a cidade o fim do pedágio na ligação rodoviária Mogi das Cruzes-Via Dutra, como já chegou a ser comentado.
Segundo consta, Garcia estaria buscando junto à Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) uma solução para revisar o projeto de concessão das rodovias Mogi-Dutra, Mogi-Bertioga e Padre Manoel da Nóbrega para que a proposta fosse financeiramente viável, mesmo com a retirada do posto de cobrança previsto para a Mogi-Dutra.
Tal estratégia faria parte de uma jogada eleitoral do Palácio dos Bandeirantes. Mas, segundo consta, mesmo se a proposta técnica pudesse ser viabilizada haveria dificuldade para o governo estadual, distanciado por demais da cidade, negociar uma saída política para tirar proveito eleitoral da possível medida.
Quem seria o interlocutor do governo com as autoridades de Mogi?
Se confirmada, a informação de O Globo mataria a charada.
Afinal, quem melhor para anunciar o fim do pedágio que o filho daquele que construiu a Mogi-Dutra?
Haveria uma dose cavalar de simbolismo nisso.
E se Valdemar, um tanto distanciado das atividades públicas da política local, não desejasse assumir pessoalmente tal anúncio, poderia encarregar alguém do partido para tal missão.
Afinal, segundo o jornal, estariam todos aliados: PL e Rodrigo Garcia.
É certo que faltam confirmações oficiais para tudo isso, mas a princípio, as peças soltas deste verdadeiro quebra-cabeças se aproximam com formatos que tendem a se ajustar com alguma facilidade.
Resta esperar para se conferir mais tarde, o que poderá vir de tudo isso aí.
Mas vale lembrar uma outra coisa: se vingar o acordo para Bolsonaro se filiar ao PL, os entendimentos com o PSDB paulista poderão ir por água abaixo, ainda que Valdemar tenha fama de não voltar atrás em seus acordos políticos.